Em entrevista à TV Cidade, do Ceará, na quarta-feira (1º de abril de 2026), o presidente (PT) destacou a necessidade de uma base sólida no Senado para evitar obstruções e garantir a governabilidade. O petista ressaltou que senadores experientes, mesmo com mandatos longos, podem representar desafios ao governo se não houver apoio suficiente no Congresso.
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De acordo com o presidente, para o campo progressista, eleger senadores alinhados com os objetivos do governo é tão crucial quanto eleger governadores e deputados federais. Essa estratégia visa assegurar a governabilidade e impulsionar o avanço de projetos importantes para o país e para os estados.
O presidente reconheceu o cenário político complexo no Senado, onde a oposição ganhou espaço significativo nos últimos anos. O Partido Liberal (PL), partido do ex-presidente, encerrou 2025 com a maior representação na Câmara Alta, o que tornou a composição majoritária do Senado um ponto central da disputa eleitoral de 2026.
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O Planalto monitora de perto os movimentos da oposição, incluindo discussões sobre instrumentos de responsabilidade institucional, como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Lula enfatizou a importância de negociar com aliados, mesmo aqueles que não fazem parte do círculo natural do partido. Citou o ex-governador Camilo Santana como exemplo de sucesso, demonstrando que uma base sólida no Senado, construída através de diálogo e acordos, é fundamental para a governabilidade.
O presidente também mencionou a possibilidade de permitir que aliados deixem cargos ministeriais para disputar eleições, fortalecendo a representação progressista no Senado.
O presidente abordou temas como a distribuição de recursos entre a população, destacando a importância da estabilidade fiscal, econômica e social para alcançar conquistas. Ele mencionou a aprovação da reforma tributária e o desconto de impostos sobre a renda de trabalhadores com salários até R$ 5 mil, como exemplos de resultados possíveis mesmo com uma base menor no Congresso.
Lula ressaltou a necessidade de construir alianças políticas com outros partidos, inclusive com aqueles que possuem visões diferentes, para garantir a governabilidade e o desenvolvimento do país.
O presidente também comentou sobre a saída de Luziane Lins do PT, enfatizando a importância de equilibrar os interesses internos com as alianças externas. “Não podemos querer ter todos os senadores ou prefeitos do PT. É preciso compartilhar com os aliados a governança”, concluiu.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.
