Denúncias sobre Banco Master: PT Acusa Governo Anterior
Em entrevista ao SBT News na quarta-feira, 4 de março de 2026, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, classificou como um “equívoco” a tentativa de associar as denúncias envolvendo o Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A declaração veio em meio a investigações sobre fraudes na instituição financeira, que têm sido atribuídas à administração do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Edinho Silva argumentou que é um erro projetar as atuais acusações contra o Banco Master na administração do atual presidente. Ele ressaltou que, atualmente, a Polícia Federal está afastando servidores públicos nomeados pelo governo anterior, o que, segundo ele, demonstra a origem das denúncias.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A entrevista foi veiculada em meio à crescente pressão sobre o governo Lula em relação ao caso.
Fase da Operação Master em Andamento
Na mesma quarta-feira, a Polícia Federal iniciou a terceira fase da operação que investiga o Banco Master. O fundador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso em São Paulo e será encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.
LEIA TAMBÉM!
A medida foi tomada após a solicitação do ministro do STF, que autorizou a transferência do empresário e de outros três indivíduos presos.
Os presos incluem Fabiano Zettel, investigado por realizar pagamentos e coordenar um núcleo de intimidação; Marilson Roseno da Silva, ex-policial federal aposentado, suspeito de monitorar adversários de Vorcaro; e Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, identificado como membro do grupo “A Turma”.
A investigação apura possíveis irregularidades e crimes financeiros praticados através do Banco Master.
Perspectivas e Desgaste Político
Edinho Silva também comentou sobre a popularidade do presidente Lula nas pesquisas eleitorais e o desempenho do Partido Liberal (PL), liderado por Jair Bolsonaro, que vem ganhando espaço nas últimas pesquisas. O dirigente petista afirmou que a popularidade do presidente Lula deve aumentar com as “entregas” que ele está realizando, descrevendo o cenário político como um “processo transitório” e um “desgaste transitório”.
Edinho Silva criticou o que ele considera uma “ofensiva contra o poder judiciário”, classificando-a como um “equívoco” e argumentando que ela só se manifesta em quem não defende a democracia. A declaração reflete a postura do PT em relação ao sistema judiciário, frequentemente criticado por sua suposta parcialidade.
