Lula propõe criação de Ministério da Segurança Pública e Flávio defende castração química em atos

Lula busca fortalecer a segurança pública com a proposta de um novo ministério, enquanto Flávio Bolsonaro defende medidas rigorosas e polêmicas em sua campanha.

16/08/2026 17:10

3 min

Lula e Flávio inauguraram campanha neste domingo (16)
Lula e Flávio inauguraram campanha neste domingo (16)

Os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), apresentaram suas propostas para a segurança pública neste domingo (16) durante os atos de inauguração de suas campanhas. O petista sugeriu a criação de um Ministério da Segurança Pública, enquanto o senador fez uma defesa contundente da castração química.

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Flávio Bolsonaro discursou na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e afirmou que, se eleito, “vai meter o cacete no vagabundos”. Ele propôs medidas rigorosas, como classificar organizações criminosas e milícias como grupos terroristas, e defendeu a redução da maioridade penal.

Além disso, sugeriu a castração química para condenados por estupro. “A gente vai fazer um governo com responsabilidade. PCC e CV vão ser classificados como terroristas”, declarou.

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Propostas de Flávio Bolsonaro

No seu discurso, Flávio se comprometeu a reduzir despesas do governo e combater a corrupção. Ele prometeu organizar as contas do Brasil, eliminando dívidas e realizando cortes significativos na corrupção. “Vou fazer um tesouraço ano que vem. Corte na corrupção, corte nos petistas que tão lá mamando na teta”, enfatizou.

O candidato também falou sobre o endurecimento das penas para crimes como roubo de celular e a necessidade de julgamento pelo Código Penal para autores de atos ilícitos a partir dos 16 anos. “Ladrão de celular vai ficar oito anos preso no mínimo”, disse ele.

Na visão de Flávio, é fundamental proteger as mulheres e aumentar as punições para agressores.

Ato em São Bernardo do Campo

Enquanto Flávio escolheu Copacabana para dar início à sua campanha, Lula optou por retornar ao Estádio Municipal 1° de Maio, em São Bernardo do Campo, onde teve forte atuação sindical entre 1978 e 1980 durante a ditadura militar. Seu discurso durou cerca de 40 minutos e incluiu promessas relacionadas à segurança pública.

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Lula condicionou a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, atualmente em tramitação. Ele destacou a importância das mulheres na sociedade e criticou o modelo atual: “Se a PEC for aprovada, vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir essa responsabilidade com estados e municípios”, afirmou.

Além disso, Lula ressaltou que investir em educação é uma estratégia mais eficaz e econômica do que simplesmente construir mais prisões. Ele comparou os resultados de seu governo com os do antecessor Jair Bolsonaro (PL), destacando que obteve sucesso em sequestrar bens do crime organizado e reduzir o número de armas circulantes. “Investir em educação é mais barato que cadeia”, afirmou.

O ato contou ainda com discursos da primeira – dama Janja da Silva, respondendo às críticas anteriores sobre a falta de vozes femininas nas convenções do partido.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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