O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, na semana passada, a ascensão da coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho ao posto de general de brigada. A nomeação representa um marco histórico, tornando-a a primeira mulher a alcançar o generalato na história do Exército Brasileiro, que se estende por quase 400 anos.
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A cerimônia de promoção, realizada em Brasília nesta quarta-feira (1º), marcou o início da atuação da oficial no Hospital Militar de Área de Brasília.
Em seu discurso, Cláudia Lima Gusmão Cacho enfatizou que o reconhecimento da instituição não se baseou em seu gênero, mas sim em sua trajetória profissional e mérito. “Eu não fui promovida porque eu sou mulher. Eu fui promovida por conta de uma trajetória em que cumpri os requisitos e é um reconhecimento, mérito ao trabalho”, declarou, ressaltando a importância da conquista como um símbolo para as mulheres no Exército.
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A oficial também destacou o papel simbólico de sua ascensão. “Vou estar lá representando sim as nossas mulheres”, afirmou, reconhecendo a importância da sua posição como um passo para a inclusão feminina em cargos de liderança dentro da instituição.
Ela expressou sentimentos de honra e reconhecimento após a indicação ao generalato, demonstrando a importância daquele momento para sua carreira.
A escolha dos oficiais é realizada pelo Alto Comando do Exército, considerando critérios como tempo de serviço, desempenho e formação. Na mesma cerimônia, outras 17 coronéis foram promovidas a general de brigada, além de 11 generais de brigada ascendidos a general de divisão e dois generais de divisão que alcançaram o posto de general de Exército.
Cláudia é a única mulher entre os novos generais promovidos.
Com quase 30 anos de carreira, Cláudia ingressou no Exército em 1996, após formação em medicina pela Universidade de Pernambuco. Natural do Recife, ela iniciou sua trajetória no contexto da abertura do serviço militar feminino na área da saúde.
Ao longo de sua carreira, atuou em diversos estados, ocupando cargos de direção em unidades hospitalares e áreas de perícia médica.
A presença feminina ainda é minoritária no Exército. Dados indicam cerca de 13 mil mulheres no efetivo, representando aproximadamente 6% do total. Nos últimos anos, a instituição tem buscado ampliar a participação feminina em diferentes funções, incluindo o ingresso recente de mulheres no serviço militar inicial, buscando maior representatividade e diversidade dentro da força armada.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.
