Lula enfrenta crise na aprovação após megaoperação letal no Rio e 50% de desaprovação
Governo Lula enfrenta estagnação após megaoperação no Rio. Pesquisa Quaest aponta 50% de desaprovação após operação policial letal. Segurança pública emerge como desafio
Pesquisa Quaest Revela Estagnação na Aprovação do Governo Lula Após Megaoperação no Rio
Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), aponta para um momento de estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados mostram que, após a recente megaoperação policial no Rio de Janeiro contra o avanço do Comando Vermelho, a desaprovação ao governo atingiu 50%, enquanto 47% ainda o aprovam.
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O resultado indica uma pausa na tendência de melhora observada nos últimos meses.
Antes da operação, a avaliação de Lula apresentava uma pequena recuperação, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No entanto, o aumento das preocupações com a segurança pública e as declarações do presidente sobre a ação policial parecem ter interrompido esse movimento positivo.
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A operação policial, que resultou em 121 mortes – incluindo quatro agentes de segurança – é a mais letal da história do Brasil, superando o ocorrido no Carandiru em 1992.
Impacto no Eleitorado Independente Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, “se o tarifaço mudou a trajetória da aprovação a favor do Lula, a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente”. Dentro desse grupo específico, a desaprovação ao governo subiu quatro pontos, atingindo 52%, enquanto a aprovação diminuiu três pontos, para 43%. A margem de erro para este segmento é de quatro pontos percentuais.
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A diferença entre a aprovação e a desaprovação agora é de três pontos, uma mudança significativa em relação à pesquisa anterior, que mostrava uma diferença de apenas um ponto. O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistas.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, destaca a segurança pública como um dos principais desafios enfrentados pelo governo Lula na reta final de 2024.