Presidente Lula Conclui Visita Estratégica à Índia
O presidente Lula iniciou nesta quarta-feira (18) uma importante viagem à Índia, sua 20ª viagem internacional durante seu mandato. A visita, considerada estratégica pela diplomacia brasileira, tem como foco principal o fortalecimento do comércio e das parcerias com o país asiático.
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A agenda oficial do presidente se estende até o dia 21 de fevereiro, com uma programação intensa na capital indiana, Nova Délhi.
Durante sua estadia, Lula participará de uma cúpula focada no impacto da inteligência artificial (IA), marcando uma presença significativa em um tema de grande relevância global. O presidente utilizará a oportunidade para defender o multilateralismo e a inclusão digital das nações em desenvolvimento, demonstrando o compromisso do Brasil com a cooperação internacional.
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Paralelamente, o governo brasileiro promoverá um encontro sobre o uso da tecnologia em setores cruciais como saúde e educação.
Reuniões Bilaterais e Temas de Discussão
No dia 21, o ponto alto da agenda será uma reunião bilateral com o primeiro-ministro Narendra Modi. Os líderes abordarão temas de grande importância, incluindo a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a transição energética, buscando soluções conjuntas para os desafios globais.
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A comitiva brasileira, composta por dez ministros e uma missão de 300 empresários, reflete o interesse do Brasil em fortalecer os laços econômicos e políticos com a Índia.
Comércio e Parcerias Estratégicas
Dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE) revelam que o intercâmbio comercial entre Brasil e Índia atingiu US$ 15,2 bilhões de dólares em 2025. Um dos aspectos mais relevantes da visita é a crescente colaboração no refino de minerais, onde o Brasil detém a segunda maior reserva mundial, enquanto a Índia se destaca como referência internacional nesse setor.
O governo brasileiro busca garantir a autonomia e o processamento desses materiais em território nacional, evitando a dependência de outras nações. O objetivo é estabelecer um memorando de entendimento, baseado nos princípios da soberania e da universalidade, que promova uma relação comercial justa e equilibrada, abrangendo também parcerias em defesa, com a venda de aeronaves militares, e a produção de vacinas e medicamentos.
