Na segunda-feira (16 de fevereiro de 2026) e na terça-feira (17 de fevereiro de 2026), diversos políticos, incluindo pré-candidatos à Presidência da República e representantes da oposição ao atual presidente (PT), utilizaram suas plataformas nas redes sociais para comentar o desfile da escola de samba.
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A escola homenageou o petista com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, gerando uma série de reações e críticas.
Preocupações com Propaganda Eleitoral Antecipada
Entre os pontos levantados pelos opositores de Lula, destacou-se a alegação de que o desfile representava uma forma de propaganda eleitoral antecipada e um abuso de poder político e econômico. A distribuição de R$ 1 milhão da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo para todas as escolas do Grupo Especial do Carnaval fluminense também foi alvo de questionamento.
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Reações dos Candidatos de Oposição
Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que protocolaria uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile. Em seu perfil no Twitter, acusou o PT de utilizar a escola de samba para criticar o pai, o ex-presidente (PL), e sua família, utilizando uma referência à “fé cristã”.
Ronaldo Caiado (PSD) comparou a situação ao rei absolutista francês Luís XIV, com a frase “o Estado sou eu” sendo atribuída ao monarca, criticando a postura de Lula.
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Críticas e Reações Adicionais
Ratinho Junior (PSD), do Paraná, criticou o desfile pró-Lula, enquanto uma ala da Acadêmicos de Niterói fez uma crítica a um grupo que se opõe a Lula. A fantasia da ala era uma lata em conserva com a imagem de uma “família tradicional”, representando o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.
Eduardo Leite (PSD) não se manifestou publicamente sobre o caso. Romeu Zema (Novo) se manifestou logo após o desfile, prometendo levar a situação à Justiça, considerando-a um “crime”.
Outras Reações e Comentários
O governador de São Paulo, (Republicanos), criticou o desfile, afirmando que o Estado foi “capturado” pelo PT. Michelle Bolsonaro (PL) em seu perfil no Instagram, afirmou que “quem foi preso por corrupção” foi Lula. A ala dos “neoconservadores em conserva” foi criticada por ser um “escárnio”.
A situação gerou debates sobre o uso de recursos públicos em eventos de campanha e a influência da mídia e das escolas de samba na política brasileira.
