LULA E ZEELENKSY REUNIDOS NA FRANÇA PARA DISCUTIR CONFLITO UCRÂNEO

Lula e Zelensky buscam, na França, soluções diplomáticas para o conflito ucraniano, com foco no papel da ONU

Os presidentes devem manter contato nas próximas semanas | Reprodução/Instagram @lulaoficial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo), estiveram reunidos na França, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026. O encontro ocorreu durante a cúpula do G7 e teve uma duração aproximada de quarenta minutos.

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Os líderes mundiais aproveitaram o fórum de alto nível para discutir os complexos desdobramentos do conflito armado que se desenrola entre a Ucrânia e a Rússia, reafirmando o compromisso com a busca por uma resolução pacífica.

Foco na Diplomacia e no Papel do Conselho de Segurança da ONU

Durante a conversa, o presidente Lula destacou o foco da agenda de Zelensky, que é a necessidade urgente de encontrar uma solução diplomática para o conflito. O diálogo também abordou a possibilidade de um cessar-fogo imediato, um tema central nas discussões globais sobre a região do Mar Negro.

Em suas declarações, o presidente brasileiro enfatizou a expectativa de que o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) assuma uma postura ativa e decisiva para que o conflito chegue a um fim definitivo. Essa posição reflete a preocupação brasileira com a manutenção da paz e a estabilidade internacional.

Os líderes concordaram em manter canais de comunicação abertos nas semanas seguintes, sinalizando a continuidade do diálogo bilateral em um cenário geopolítico ainda volátil. Este encontro não é o primeiro entre os dois líderes; o primeiro diálogo ocorreu em 2023, durante a Assembleia Geral da ONU.

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A Posição Brasileira e o Questionamento do Conselho de Segurança

A participação de Lula em discussões sobre o conflito ucraniano é acompanhada por um histórico de críticas ao funcionamento do Conselho de Segurança da ONU. O presidente brasileiro tem manifestado, em diversas ocasiões, preocupações quanto à capacidade do órgão de cumprir seu papel de zelador da paz mundial.

Em um movimento que reforça sua crítica institucional, Lula já havia se manifestado em março deste ano, abordando a necessidade de reformas estruturais no Conselho. Anteriormente, em fevereiro de 2026, o presidente brasileiro criticou publicamente a estrutura de poder do órgão, referindo-se especificamente aos membros permanentes, como os Estados Unidos, que detêm poder de veto.

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Essa postura crítica ressalta a visão de que a governança global exige mecanismos mais inclusivos e menos sujeitos a vetos políticos. A participação na cúpula do G7, portanto, serve também como plataforma para que o Brasil reforce sua agenda de multilateralismo e reforma institucional.

Vale notar que o encontro entre os dois líderes não foi contínuo. Em uma cúpula anterior do G7, realizada em junho de 2025 no Canadá, circunstâncias logísticas impediram que os presidentes pudessem se encontrar, tornando o encontro desta edição particularmente relevante para o debate internacional.

A convergência de temas — desde a busca por um cessar-fogo até a crítica ao poder de veto em organismos internacionais — sublinha a complexidade dos desafios que a comunidade global enfrenta em 2026.

O diálogo entre os líderes reforça a importância do diálogo multilateral para a busca por soluções pacíficas e a reforma das instituições de governança global.