Lula e Trump sobram, Pix causa crise e Brasil enfrenta investigação dos EUA

Tensão Comercial Entre Brasil e EUA Sobre o Pix
Em uma entrevista concedida nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre o encontro de três horas que teve lugar na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, um representante do Partido Republicano.
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Durante a conversa, o tema do Pix não foi abordado, conforme declarado pelo próprio petista.
Lula explicou que a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, visava justamente provocar uma discussão sobre o Pix. “Ele não tocou no assunto do Pix, então também não toquei”, afirmou o presidente, em tom leve, durante a coletiva de imprensa realizada na Embaixada do Brasil em Washington.
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O presidente brincou, mencionando a possibilidade de o presidente americano utilizar o Pix em algum momento, citando o interesse crescente de empresas americanas na tecnologia.
Apesar da ausência de menção ao Pix, a situação gerou tensões diplomáticas. Em julho de 2025, os Estados Unidos iniciaram uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, focada em práticas comerciais brasileiras consideradas desleais.
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O documento, emitido pelo USTR (Office of the United States Trade Representative), mencionou os “serviços de pagamento eletrônico do governo”, o que foi interpretado como uma referência direta ao Pix.
Essa investigação pode resultar em sobretarifas e restrições comerciais impostas ao Brasil. Em resposta, Lula propôs uma reunião entre os ministros das duas nações em até 30 dias, com o objetivo de apresentar uma solução para a disputa comercial.
O presidente americano, Donald Trump, aceitou o prazo proposto. A crescente popularidade do Pix nos Estados Unidos é vista em Washington como um modelo estatal que limita a influência de bandeiras de cartão de crédito e serviços de pagamento americanos.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



