Lula e Trump se encontram: O que esperar das negociações sobre tarifas?
Lula e Trump se encontram em reunião crucial: o que esperar das negociações sobre tarifas e os riscos envolvidos? Descubra os detalhes desse encontro decisivo!
Encontro entre Lula e Trump: Expectativas e Riscos
O Palácio do Planalto acredita que a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump pode proporcionar um tempo adicional ao Brasil e reduzir as chances de imposição de tarifas pelos Estados Unidos. No entanto, essa situação não elimina completamente o risco de uma nova taxação, uma vez que a imprevisibilidade do republicano é uma preocupação constante.
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A avaliação é de que a resolução sobre tarifas e o fim da investigação contra o Brasil na chamada “seção 301” dependerá das negociações comerciais entre as duas nações, segundo assessores do presidente brasileiro.
Por esse motivo, o principal resultado prático do encontro foi a formação de um grupo de trabalho entre os países para discutir as tarifas. O prazo estipulado para o grupo é de 30 dias. De acordo com fontes próximas, as equipes já iniciaram a troca de contatos e as negociações devem começar na próxima semana.
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O Planalto, no entanto, considera que um acordo só será possível se o Brasil fizer algum tipo de concessão aos Estados Unidos.
Expectativas e Negociações
A percepção é de que os representantes de Trump estão em busca de obter das negociações um sinal que possam apresentar como uma vitória interna. Auxiliares de Lula afirmam que ainda não está claro quais áreas os norte-americanos pretendem explorar nas discussões.
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A delegação brasileira esperava que a Casa Branca demonstrasse mais interesse em debater minerais críticos do que foi evidenciado na reunião realizada na quinta-feira (7).
A negociação será conduzida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, do lado brasileiro, enquanto os representantes dos Estados Unidos serão o secretário do Comércio, Howard Lutnick, e o representante comercial, Jamieson Greer.
Este último foi um dos mais ativos durante a reunião presidencial, rebatendo os brasileiros e apresentando dados que sustentam a investigação na seção 301. Relatos indicam que Greer também expressou desconforto com a situação. Em entrevista à CNN, Márcio Elias Rosa destacou os avanços proporcionados pela criação do grupo de trabalho, reiterando que agora as discussões ocorrerão em um nível com capacidade para tomar decisões.