Lula e Trump discutem terras-raras: Operação complexa e ‘entrega’ do Brasil!

Negociação de US$ 2,8 bi em terras raras causa polêmica! Governo Lula e Trump discutirão futuro da exploração no Brasil. Saiba mais.

07/05/2026 09:52

3 min

Lula e Trump discutem terras-raras: Operação complexa e ‘entrega’ do Brasil!
(Imagem de reprodução da internet).

Negociação Estratégica de Terras Raras: Uma Análise Detalhada

A recente venda da mineradora de terras-raras, sediada em Minaçu (GO), para a USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, em abril de 2026, tem gerado debates acalorados. O governo e aliados têm argumentado que o Brasil “entregou” uma empresa estratégica ao capital norte-americano, mas a realidade da operação é mais complexa.

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A verdade é que a mineradora nunca foi propriedade do Brasil. O governo federal esteve ciente e participou ativamente do processo, optando por intervir em momentos cruciais. A exploração de minerais críticos em solo brasileiro será um tema central na reunião entre o presidente Lula e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta quinta-feira (7 de maio de 2026).

A Postura Protecionista do Governo

O presidente Lula, em sua visita à Índia em fevereiro de 2026, enfatizou a importância de o Brasil aproveitar suas reservas de minerais para impulsionar a indústria nacional. “Nós não queremos apenas exportar matéria-prima. Queremos produzir aqui e gerar emprego aqui”, declarou.

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Essa postura protecionista reflete o desejo de fortalecer a economia brasileira e reduzir a dependência de outros países na produção de terras-raras.

A Complexidade da Transação

A operação de venda da Serra Verde, constituída em 2010 com capital estrangeiro (Boston, Houston e Reino Unido), representou uma troca de controle entre grupos internacionais, e não a venda de uma empresa brasileira. O BNDES aprovou empréstimos para apoiar o empreendimento em 2025, durante o governo Lula, e o capital estrangeiro mudou de mãos, sem que o governo de Goiás tivesse qualquer envolvimento.

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A Serra Verde exportou minério bruto para a Shenghe Resources (China) por 14 anos antes de mudar seu foco para os Estados Unidos.

O Papel do Governo Federal

O que se destaca é a inação do governo federal em regular o uso e a exportação de terras-raras durante os governos Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, Temer, Bolsonaro e Lula 3. Houve três oportunidades para intervir, mas nenhuma foi aproveitada. A primeira ocorreu durante o governo Lula 2, a segunda em agosto de 2025, com a aprovação de um empréstimo da DFC, e a terceira em abril de 2026, quando a DFC impôs cláusulas de exclusividade comercial para o destino dos minerais.

Apesar disso, o Itamaraty e outras agências governamentais continuaram a tratar a questão em reuniões regulares com representantes dos EUA.

Licenciamento Ambiental e Competência Federal

É importante ressaltar que o subsolo é da União, conforme determina o artigo 20, inciso 9 da Constituição Federal. A concessão de lavra, a transferência de titularidade e a análise de capital estrangeiro em ativo estratégico são competências federais.

Os estados têm apenas a responsabilidade de licenciamento ambiental, e nada mais.

A Busca por Alternativas à China

A venda da Serra Verde representa uma tentativa dos Estados Unidos de encontrar uma fonte alternativa de minerais raros, evitando a dependência da China, que domina cerca de 90% do processamento e refino de terras-raras no mundo. O Brasil também busca evitar ser punido pelos EUA, que reclamam de práticas comerciais desleais dos brasileiros.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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