Debate acirrado na CCJ: Lula pressiona por fim da jornada 6×1! Ministro Marinho defende 40 horas e ataca resistência empresarial. PT lidera o ataque!
A questão da jornada de trabalho foi o foco central da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (10). O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu a redução da jornada para 40 horas semanais, argumentando que a proposta é economicamente viável e que a atual situação, com a jornada de 6×1, já representa um obstáculo para o desenvolvimento do país.
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Marinho ressaltou a necessidade de diálogo com os setores da economia, defendendo que a redução da jornada, em um modelo de 40 horas, é um passo fundamental para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
Ele enfatizou que a perda da oportunidade de ter uma jornada de 40 horas há muitos anos impactou negativamente a economia, e que a retomada dessa modalidade é essencial para o crescimento do país.
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A proposta de redução da jornada de trabalho enfrenta resistência, principalmente por parte de setores empresariais que temem um colapso econômico e prejuízos financeiros. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que a redução para 36 horas semanais não é viável no momento, e o ministro Marinho concordou com essa avaliação, defendendo que a economia brasileira suporta a redução para 40 horas.
Além das preocupações econômicas, há um esforço de lideranças da direita para barrar a votação no Congresso. Presidentes do PL e do União Brasil assumiram publicamente que trabalharam para atrasar a análise do projeto, visando, segundo informações, enfraquecer a reeleição do presidente Lula.
O Partido dos Trabalhadores (PT) lidera a iniciativa, com o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) defendendo o fim da escala 6×1, que ele considera uma “escravidão moderna”. Lopes ressaltou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho é um debate vitorioso na sociedade brasileira, e que os legisladores devem confirmar a opção da sociedade em relação à jornada de trabalho.
O impacto da escala 6×1 recai principalmente sobre as mulheres, que muitas vezes precisam conciliar a jornada de trabalho com as responsabilidades domésticas. A deputada Lídice da Mata (PSB-BA) destacou que a luta pela redução da jornada de trabalho está intrinsecamente ligada ao movimento de mulheres, defendendo uma jornada digna que permita que trabalhadores e trabalhadoras brasileiros tenham direito à vida dedicada à sua família.
Diversas propostas sobre a redução da jornada de trabalho tramitam simultaneamente no Congresso Nacional. Na Câmara, estão apensadas a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe jornada de 36 horas semanais no modelo 4×3, e a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê redução gradual até 36 horas.
Além disso, tramita no Congresso o PL 5989/2025, de autoria do deputado Vicentinho (PT-SP), que fixa a jornada máxima em 40 horas semanais.
O debate sobre a redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados demonstra a complexidade e a importância do tema para o futuro do Brasil. Com diferentes propostas em discussão e resistências de diversos setores, a aprovação de uma nova legislação sobre a jornada de trabalho ainda é incerta, mas o debate em si já representa um avanço na busca por um modelo de trabalho mais justo e equilibrado.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.