Lula e Hugo Motta anunciam nova jornada de trabalho de 40 horas no Brasil

Proposta polêmica de Lula muda jornada de trabalho! Presidente e presidente da Câmara debatem alteração da escala de 44 para 40 horas. Saiba mais!

30/05/2026 18:52

3 min

Lula e Hugo Motta anunciam nova jornada de trabalho de 40 horas no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Nova Proposta de Jornada de Trabalho em Debate no Brasil

Após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, detalhes foram revelados sobre uma proposta que visa alterar a escala de trabalho no Brasil. O objetivo é reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem que isso implique em diminuição salarial.

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A proposta, atualmente em análise na Câmara, também busca extinguir a escala de seis dias de trabalho com apenas um dia de descanso, substituindo-a pela escala de cinco dias de trabalho e dois dias de folga.

Principais Mudanças da Proposta

O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estabelece uma mudança fundamental na forma como os trabalhadores brasileiros exercem suas atividades. A principal alteração é a redução da jornada semanal de trabalho, passando de 44 para 40 horas.

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Essa medida visa equilibrar a relação entre trabalho e descanso, além de garantir que os salários sejam mantidos inalterados. A transição para a nova escala será gradual, com um período de adaptação de um ano.

Inicialmente, a jornada será reduzida de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação da lei. Posteriormente, após 12 meses, a jornada será definitivamente estabelecida em 40 horas. Essa abordagem visa facilitar a adaptação tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, permitindo uma transição mais suave.

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Transição e Implementação

O governo Lula, que vinha defendendo uma implementação imediata da redução da jornada, concordou com uma regra de adaptação mais longa, após negociações com setores empresariais. O acordo prevê uma implementação escalonada ao longo de um ano, com a jornada sendo reduzida gradualmente.

Essa abordagem busca minimizar os impactos econômicos da mudança, tanto para as empresas quanto para os trabalhadores.

O governo também pretende garantir que os salários dos trabalhadores sejam mantidos inalterados. Hugo Motta, presidente da Câmara, destacou que esse ponto foi tratado como prioridade absoluta nas negociações. Além disso, o governo discute medidas paralelas para mitigar possíveis impactos econômicos da mudança, incluindo a revisão das regras para Microempreendedores Individuais (MEIs).

Revisão para MEIs

A proposta também contempla mudanças para os MEIs, que atualmente possuem restrições no número de funcionários que podem contratar e no teto de faturamento anual. A proposta prevê a ampliação do número de funcionários que podem ser contratados, a revisão do teto de faturamento e a maior formalização de empregos.

Essas medidas visam facilitar a formalização do setor e aumentar a capacidade de geração de empregos.

Entidades empresariais expressam preocupação com o aumento de custos trabalhistas e a necessidade de novas contratações. Economistas defendem que a redução da jornada seja acompanhada por um aumento da eficiência no mercado de trabalho. A PEC pode avançar ainda nesta semana, com o relator Léo Prates apresentando o parecer final.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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