O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, na quarta-feira (25.jun.2025), seu apoio ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacando que ele administra a economia com “seriedade”.
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Ele afirmou que o ex-ministro Haddad trata a economia com seriedade, e que eles estão tentando corrigir a economia há quase três anos.
O presidente detalhou as políticas econômicas implementadas pelo governo durante seu mandato, incluindo a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Transição, o arcabouço fiscal e a reforma tributária.
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Não era o que nenhum de vocês queria, nem o que eu queria. Foi o possível. Então, eu queria que vocês compreendessem que nós estamos tentando fazer o possível. Sabe o que é difícil? Você sabe, as cobranças que são feitas todo dia.
Haddad enfrenta críticas por propor o aumento de impostos para alcançar a meta de déficit zero em 2024. A Câmara dos Deputados realizará nesta quarta-feira (25.jun) a votação sobre a derrubada do decreto que eleva o IOF.
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A inclusão do tema na pauta da Câmara dos Deputados foi comunicada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na noite de terça-feira (24.jun). A movimentação tomou o Executivo de surpresa.
Em pressa, os líderes do governo realizaram uma reunião no Palácio do Planalto pela manhã desta quarta-feira (25.jun). O encontro foi conduzido pela ministra da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann.
Lula declarou na quarta-feira, 25 de junho, que não havia preocupação com o déficit fiscal durante o governo Jair Bolsonaro, quando Paulo Guedes era ministro da Economia. O petista criticou as constantes pressões sobre a possibilidade do governo alcançar a meta de déficit zero em 2024.
“Atualmente, discute-se constantemente sobre o déficit fiscal. Observem quem se preocupava com o déficit fiscal no governo anterior? Havia empresários que foram à imprensa para afirmar que o Guedes estava desrespeitando o déficit fiscal”, declarou.
Em 2022, o saldo principal das contas públicas do Brasil apresentou resultado positivo, com R$ 54,1 bilhões, marcando o fim de um período sob a gestão Guedes. Anteriormente, o último resultado positivo ocorreu em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em maio, o governo Lula anunciou o congelamento de R$ 31 bilhões do Orçamento de 2025 para alcançar a meta de déficit zero.
A tolerância estabelecida para 2025 é de até R$ 30,9 bilhões de déficit, o que representa 0,25% do Produto Interno Bruto.
Em 2024, o déficit primário das contas públicas foi de R$ 11,0 bilhões, dentro da faixa estabelecida na meta fiscal. Excluídos do cálculo estavam os gastos com a reconstrução do Rio Grande do Sul e os incêndios no país, o que elevaria o saldo negativo para R$ 44,0 bilhões. O teto do ano anterior era de um déficit de até R$ 28,8 bilhões.
Fonte por: Poder 360
