Lula critica políticas dos EUA e defende cooperação internacional na Cúpula do G7 em Evian

Lula destacou a importância da cooperação internacional e criticou a desigualdade crescente, propondo um desenvolvimento mais justo para o Sul Global

(Imagem de reprodução da internet).

Lula critica políticas dos EUA na Cúpula do G7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas indiretas às políticas do governo dos Estados Unidos durante sua primeira participação na Cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na França, nesta terça-feira (16). Frente a frente com Donald Trump, que estava sentado do lado oposto de uma grande mesa oval, Lula abordou temas como protecionismo e unilateralismo, defendendo o respeito à soberania dos Estados na luta contra o crime transnacional.

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As declarações de Lula foram uma referência às recentes decisões do governo dos EUA de ameaçar o Brasil e outros países, além de classificar unilateralmente o Comando Vermelho e o PCC como entidades terroristas. “O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias.

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”, afirmou o presidente brasileiro, enfatizando a necessidade de maior cooperação entre os países para o desenvolvimento do Sul Global.

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Lula também criticou a desigualdade e a falta de vontade política para combatê-la. “Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado. O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”, destacou. O líder brasileiro reiterou que o combate aos crimes transnacionais e ao narcotráfico deve integrar a agenda de desenvolvimento, fazendo uma segunda crítica indireta a Trump e sua decisão de classificar grupos criminosos brasileiros como terroristas.

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Essa decisão foi contestada pelo governo brasileiro, que argumentou que ignora as leis do país. Lula enfatizou que o combate ao narcotráfico deve ser realizado por meio de mais cooperação internacional, incluindo ações da Interpol. Antes do discurso, Lula participou de uma sessão de fotos com os líderes do G7, onde teve uma breve conversa com Trump, mas não houve cumprimento entre eles.