Lula critica financiamento de filme de Bolsonaro com tom de ironia e acusações

Lula critica financiamento de filme de Flávio Bolsonaro com ironia
Em Aracruz (ES), durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou tom irônico nesta quinta-feira (21.mai.2026) para responder a críticas sobre o financiamento do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala ocorreu em meio a controvérsias envolvendo o financiamento de projetos culturais no Brasil.
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O presidente mencionou a Lei Daniel Vorcaro, ressaltando que o governo não utilizou recursos para financiar artistas brasileiros, em referência à situação do empresário preso pela Polícia Federal após o escândalo do Banco Master. A menção à oposição se deu em um contexto de críticas recorrentes aos governos petistas pelo uso da Lei Rouanet para patrocínio de projetos culturais.
Em seguida, Lula direcionou comentários ao senador da coligação PL (RJ), um dos pré-candidatos à Presidência, e filho de Jair Bolsonaro. A crítica se concentrou no financiamento de R$ 159 milhões para o filme “Dark Horse”, estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, e na revelação de negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para o repasse de US$ 24 milhões para a produção.
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O presidente também abordou o fim do Ministério da Cultura durante o governo Bolsonaro, atribuindo a extinção da pasta à postura do então chefe do Executivo, caracterizada por “gabinete do ódio”. Ele destacou o papel da estrutura de assessores, liderada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) no Palácio do Planalto, e sua atuação na disseminação de notícias falsas.
“Ainda vai aparecer muito mais coisa, porque o período da mentira, o período da incivilidade, precisa acabar no nosso país”, afirmou Lula, encerrando sua fala no evento.
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Novas Iniciativas Culturais
Durante a 6ª Teia Nacional, o presidente assinou dois decretos importantes. Um deles visa reestruturar o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), buscando otimizar a gestão e o financiamento de projetos culturais no país. O segundo decreto estabelece a primeira política nacional dedicada à valorização e proteção das culturas tradicionais e populares brasileiras.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também participou do evento, assinando uma portaria que regulamenta o programa Festejos Populares do Brasil, criando mecanismos de fomento para festas tradicionais como São João, Carnaval, Boi-Bumbá e Folia de Reis.
O evento, que não ocorria há 12 anos, reuniu mais de 870 delegados da cultura popular e povos tradicionais de todo o Brasil. A cantora Luedji Luna interpretou o Hino Nacional, fechando a cerimônia.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



