Lula anuncia reajuste de 3,9% nos benefícios do INSS para 2026
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou um reajuste de 3,9% nos benefícios que superam o salário mínimo, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026. Com essa medida, o teto da Previdência Social passou a ser de R$ 8.475,55, aplicável a aposentadorias e pensões ao longo do ano.
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A decisão foi baseada na variação oficial da inflação registrada em 2025, seguindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O INPC é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Impacto do reajuste nos benefícios
O governo utilizou o INPC para atualizar os benefícios acima do mínimo, o que preservou o poder de compra, mas não garantiu um aumento real. Em contrapartida, o salário mínimo nacional foi elevado para R$ 1.621,00 em 2026, resultando em um reajuste maior de 6,79% para quem recebe exatamente esse valor, devido à política que considera a inflação e o crescimento econômico.
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Os benefícios acima do mínimo, por sua vez, seguiram apenas o INPC, resultando em um percentual de reajuste menor.
Detalhes sobre o teto do INSS e contribuições
Com a atualização, o teto do INSS atingiu R$ 8.475,55, que é o valor máximo que um segurado pode receber mensalmente, independentemente do valor sobre o qual contribuiu. Em 2025, o teto era de R$ 8.157,41, e o novo valor já está em vigor desde janeiro, com aplicação retroativa a essa data.
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A portaria que oficializou os novos valores também determinou que aqueles que começaram a receber benefícios em 2025 teriam um reajuste proporcional, considerando o mês de início do pagamento. Além disso, a tabela de contribuição sofreu alterações, com alíquotas progressivas para os trabalhadores com carteira assinada.
- 7,5% para salários até R$ 1.621,00;
- 9% até R$ 2.902,84;
- 12% até R$ 4.354,27;
- 14% até R$ 8.475,55.
Esse modelo progressivo implica que cada faixa salarial paga um percentual diferente apenas sobre a parte correspondente do salário, aliviando o peso sobre rendas menores.
Considerações finais sobre o reajuste
O reajuste de 3,9% foi uma tentativa de recompor as perdas inflacionárias, mas não resultou em ganho real, mantendo o poder de compra estável. Especialistas indicam que a discussão sobre aumentos acima da inflação deve continuar nos próximos anos, enquanto aposentados permanecem atentos às atualizações anuais.
