Presidente Lula Cancela Visita à Posse de Kast no Chile
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu cancelar sua participação na cerimônia de posse de José Antonio Kast (Partido Republicano), programada para a quarta-feira, 11 de março de 2026. A decisão veio após um convite formal de Kast, que ocorreu em meio a uma conversa entre os dois líderes.
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Inicialmente, o Planalto via a viagem como uma oportunidade pragmática de fortalecer relações, apesar das divergências políticas entre os dois países.
A relação entre Lula e Kast, que se opõem em temas como a intervenção internacional na Venezuela, demonstra uma possível abertura para diálogo em outras questões de interesse regional. A expectativa era de que a visita, com um caráter institucional e diplomático, pudesse resultar em reuniões bilaterais sobre cooperação entre Brasil e Chile.
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A agenda também contemplaria a discussão sobre a candidatura da ex-presidente Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU, um projeto que conta com o apoio de Brasil, Chile e México.
Bolsonaro Confirma Presença na Posse de Kast
Em contraste com a decisão de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, confirmou sua presença na posse de José Antonio Kast. Flávio tem se posicionado como um dos principais nomes da direita no cenário político brasileiro, buscando consolidar sua imagem como um potencial candidato ao Planalto.
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Dados recentes da pesquisa Datafolha indicam um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Lula.
Posse de Kast Reforça Mudanças no Cenário Latino-Americano
A posse de José Antonio Kast, do Partido Republicano chileno, marca um momento de alternância política no Chile, após a gestão de Gabriel Boric, que tinha fortes laços com o governo Lula. O evento deve atrair líderes de direita de toda a América Latina, impulsionado pelo debate sobre alinhamentos ideológicos que ganhou força após a recente “Cúpula Escudo das Américas”, organizada por Donald Trump (Partido Republicano), que reuniu 12 líderes de direita para discutir temas como segurança, imigração e narcotráfico.
O Brasil, sob o governo Lula, não participou do encontro.
