Lula critica duramente proposta de Trump para Gaza: “Resort em cadáveres”!
O presidente Lula rebate plano do ex-presidente dos EUA para reconstrução de Gaza, questionando a lógica de compensar a destruição. Saiba mais!
Em 4 de março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a proposta de reconstrução de Gaza, liderada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após os conflitos históricos com Israel. O petista questionou a lógica de compensar a destruição da cidade e a perda de vidas, especialmente de mulheres e crianças, com a criação de um conselho de reconstrução, comparando a situação a um “resort” em um local de “cadáveres”.
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A declaração foi proferida durante a abertura da 39ª Conferência Regional da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
O plano de Trump, anunciado em fevereiro de 2025, previa o esvaziamento da população palestina de Gaza e a transformação da região em uma “riviera do Oriente Médio”. A proposta foi amplamente rejeitada por países árabes, pela ONU e por aliados dos EUA na Europa.
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O Brasil também se posicionou contra essa iniciativa. Em seguida, Trump propôs o Conselho da Paz, que o presidente Lula utilizou como base para suas críticas.
Lula argumentou que a paz é a única via para o progresso da humanidade, utilizando o exemplo do Brasil, onde a Constituição proíbe armas nucleares, refletindo a convicção de que “quem quer paz se prepara para a guerra é para quem quer fazer guerra”.
O presidente propôs uma teleconferência entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – França, Inglaterra, Rússia, China e Estados Unidos – para discutir a fome, em vez de armamentos, considerando que US$ 2,7 trilhões gastos em conflitos armados poderiam ser utilizados para combater a fome que afeta 630 milhões de pessoas no mundo.
Ele defendeu que os líderes poderiam se reunir remotamente, sem riscos de ataques, para debater a questão.
Lula citou Cuba e Haiti como exemplos de como decisões políticas, e não a falta de capacidade produtiva, podem levar à fome. Ele argumentou que Cuba não passa fome por não ter permissão para produzir, e questionou a lógica de negar ajuda a Cuba por motivos ideológicos, sugerindo que o mesmo deveria ser feito com o Haiti, que enfrenta problemas de violência e fome semelhantes aos de Cuba.
O presidente enfatizou a importância de decisões políticas para garantir a segurança alimentar.
A LARC39 é o principal fórum regional da FAO para definição de prioridades e alinhamento estratégico das ações da organização para o biênio 2026-2027. A conferência reúne ministros e representantes de países da América Latina e do Caribe para debater segurança alimentar, agricultura sustentável e cooperação regional.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a liderança de Lula no combate à fome, mencionando a saída do Brasil do Mapa da Fome e a criação da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. O ministro Paulo Teixeira defendeu que a soberania alimentar depende da paz no campo e entre as nações, alertando para a necessidade de combater ações irresponsáveis que ameaçam a vida de milhões de pessoas.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.