Lula ataca bloqueio e cobra ação global contra a fome na FAO

Lula acusa bloqueio e cobra ação global contra a fome! Presidente critica situação em Cuba e defende prioridade na segurança alimentar da América Latina.

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(Imagem de reprodução da internet).

Lula Enfatiza Desafios e Críticas em Conferência da FAO

Em Brasília, nesta quarta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe. O evento, realizado no Palácio do Itamaraty, visa definir as prioridades para 2026 e 2027, com foco principal no combate à fome e à má nutrição na região, reunindo ministros, autoridades e representantes de diversos países latino-americanos e caribenhos, além do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu.

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Cuba e o Bloqueio Econômico

O presidente Lula utilizou o caso cubano para ilustrar a complexidade da questão alimentar. Argumentou que a ilha “não está passando fome porque não sabe produzir”, mas sim “porque não querem que Cuba tenha certas coisas que todo mundo deveria ter direito”.

A crítica se baseia, em parte, no bloqueio econômico imposto ao país, ampliado pelas ameaças de sanções de Donald Trump, que impactam a escassez de combustível e geram riscos humanitários. O coordenador residente da ONU em Cuba, Francisco Pichón, já defendia a criação de um mecanismo para envio de petróleo ao país.

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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, informou que o governo brasileiro enviará, nesta semana, um carregamento de alimentos e insumos para a produção agrícola em Cuba, adquiridos no Brasil com recursos governamentais. “Quando vamos acordar?”, questionou Lula, ressaltando a necessidade de tratar a questão da fome como uma prioridade política.

Críticas à Exploração e à Agenda Internacional

Lula também conectou o debate sobre fome ao contexto histórico de exploração da América Latina e do Caribe. Criticou as relações comerciais passadas, onde recursos naturais foram retirados da região, e defendeu que a região tem condições de garantir a segurança alimentar de sua população.

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O presidente enfatizou que a pauta da fome deve ser tratada como uma decisão política, não apenas uma questão de responsabilidade de organizações não governamentais.

O presidente também destacou que a América Latina e o Caribe formam “a única zona de paz no planeta Terra”, e que a região tem condições de garantir comida para sua população. Lula também criticou a agenda internacional marcada por guerras e a corrida armamentista, argumentando que armas “não são feitas para construir ou para produzir alimento” e que conflitos “destroem” e “diminuem a produção de alimentos”.

O presidente sugeriu uma teleconferência entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para discutir “se o que vai resolver o problema da humanidade é mais guerra ou mais paz”.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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