Lula assina reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 e gera impacto nas contas públicas!

Luiz Inácio Lula da Silva assina decreto que eleva o salário mínimo para R$ 1.621 em 2026! Descubra como essa mudança impacta trabalhadores e contas públicas!

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(Imagem de reprodução da internet).

Reajuste do Salário Mínimo em 2026

No dia 24 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.797, que oficializou o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621. Esse aumento representa uma alta de 6,79% em comparação ao piso nacional de 2025, que era de R$ 1.518.

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Com o novo valor, o trabalhador passará a receber R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora, considerando a jornada padrão de 44 horas. Embora o reajuste tenha entrado em vigor em janeiro, o impacto financeiro começou a ser sentido pelos trabalhadores em fevereiro, referente ao mês trabalhado.

Política de Valorização do Salário Mínimo

Desde 2023, o governo federal reestabeleceu a Política de Valorização do Salário Mínimo, aprovada pelo Congresso no mesmo ano. Segundo o governo, essa regra garante um aumento real ao trabalhador, com reajustes acima da inflação sempre que a economia crescer.

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A fórmula para o cálculo do salário mínimo considera dois fatores importantes: o limite do PIB e o índice de preços. Em 2024, novas diretrizes foram introduzidas, estabelecendo que o aumento real deve variar entre 0,6% e 2,5%, dependendo do crescimento do PIB.

Cálculo do Piso para 2026

Para o reajuste de 2026, o INPC acumulado foi de 4,18%, enquanto o PIB registrou um crescimento de 3,4%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com base nessa limitação, o cálculo resultou em R$ 1.620,99, que foi arredondado para R$ 1.621.

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Impacto nas Contas Públicas

O reajuste do salário mínimo não afeta apenas o trabalhador, mas também impacta as contas do governo federal. Isso ocorre porque benefícios como aposentadorias, pensões, abono salarial e seguro-desemprego não podem ser inferiores ao piso nacional.

Assim, cada aumento no salário mínimo gera um efeito direto no orçamento. Segundo o governo, cada R$ 1 de aumento no piso nacional resulta em uma despesa adicional de cerca de R$ 420 milhões. Em 2026, o reajuste de R$ 103 em relação ao valor anterior deve acarretar um aumento de R$ 43,2 bilhões nas despesas obrigatórias do governo.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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