Lula anuncia R 23 bilhões em IA para saúde, educação e segurança pública

Lula destina R 23 bilhões para modernizar o SUS, agilizar benefícios e capacitar servidores até o fim de 2026.

Investir com IA implica utilizar algoritmos, modelos de linguagem ou sistemas automatizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça – feira (21), uma nova rodada de investimentos em inteligência artificial (IA) para o setor público. A medida, que faz parte do plano de transformação digital do governo, prevê a aplicação de R 23 bilhões até o fim de 2026, com foco em serviços como saúde, educação e segurança pública.

O anúncio ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença de ministros e representantes de empresas de tecnologia. De acordo com o governo, os recursos serão destinados à modernização de sistemas e à capacitação de servidores.

A expectativa é que a iniciativa reduza o tempo de espera em filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e agilize a análise de pedidos de benefícios previdenciários. Lula afirmou que a IA será usada como ferramenta para ampliar o acesso da população aos serviços, sem substituir o atendimento humano. “Não é para diminuir postos de trabalho, é para qualificar o atendimento ao cidadão”, declarou o presidente durante o evento. ### O que muda na prática com o plano de IA A proposta do governo inclui a criação de uma plataforma única de dados, que vai integrar informações de diferentes órgãos federais.

A ideia é que o sistema identifique automaticamente demandas reprimidas e antecipe a necessidade de serviços, como a emissão de documentos ou o agendamento de consultas. Ainda segundo o Planalto, a primeira fase do programa começa em março de 2026, com projetos – piloto em três estados: Pernambuco, Pará e Rio Grande do Sul.

Cada estado vai testar aplicações diferentes da tecnologia. Em Pernambuco, o foco será na triagem de exames médicos; no Pará, no monitoramento de áreas de risco; e no Rio Grande do Sul, na agilização de processos judiciais eletrônicos. A escolha dos locais levou em conta a demanda local e a estrutura já existente de conectividade.

A previsão é que os resultados desses testes sejam avaliados até junho de 2026, antes de a tecnologia ser expandida para todo o país. ### Capacitação e parcerias com o setor privado Para tocar o projeto, o governo firmou parcerias com universidades federais e com empresas privadas que atuam no setor.

A ideia é usar a estrutura acadêmica para desenvolver algoritmos próprios, com foco em dados públicos. Ao mesmo tempo, as companhias privadas ficarão responsáveis pelo fornecimento de infraestrutura de nuvem e pela manutenção dos sistemas. O ministro da Gestão e da Inovação, Márcio Macêdo, destacou que a medida deve gerar economia de R 1,5 bilhão por ano com a redução de fraudes e erros processuais.

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Há ainda um plano de capacitação de 100 mil servidores públicos federais até o final de 2026. Os cursos serão oferecidos na modalidade a distância, com carga horária que varia de 20 a 120 horas. A meta é que os funcionários aprendam a operar as novas ferramentas e a interpretar os relatórios gerados pela IA.

A pasta de Gestão informou que os editais para a contratação das empresas de tecnologia serão publicados ainda neste semestre, com previsão de início das obras de infraestrutura digital em janeiro de 2026.