Lula acelera reforma da jornada de trabalho! Governo busca aprovar semana de 40 horas em 2026. Bolsonaro critica!
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, representando o Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou nesta terça-feira (17 de março de 2026) que o governo federal intensificará os esforços para aprovar uma reforma da jornada de trabalho ainda neste ano.
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A proposta, que ganhou destaque em uma entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, visa estabelecer uma semana de trabalho com até 40 horas, garantindo dois dias de folga e a manutenção dos salários. O ministro, Guilherme Boulos, descreveu a iniciativa como “projeto da família brasileira”, enfatizando o desejo de aumentar o tempo de convívio familiar entre trabalhadores e suas famílias.
Boulos argumentou que a mudança é uma resposta ao crescente desgaste enfrentado pelos trabalhadores brasileiros. Ele questionou a viabilidade de um trabalhador que passa seis dias da semana trabalhando, com apenas um dia livre, e destacou o aumento de afastamentos por burnout.
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O ministro ressaltou que a situação atual, com a manutenção da jornada de 6 X 1 desde 1988, não se alinha com os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade. “Você teve tantos avanços tecnológicos e na produtividade. Por que o trabalhador ainda precisa trabalhar ao mesmo tempo?”, indagou.
Durante a entrevista, Boulos criticou a resistência de empresários e grupos com influência no Congresso à proposta. Ele acusou esses setores de tentar impedir a votação, utilizando uma estratégia que ele descreveu como “operação em curso”.
O ministro alertou que, caso o Congresso demore na tramitação da proposta, o presidente Lula poderá enviar um projeto com regime de urgência, incluindo o fim da escala 6 X 1, um limite máximo de 5 X 2 horas de trabalho, e a redução da jornada de 44 para 40 horas, sem qualquer diminuição nos salários.
Em resposta a críticas do setor produtivo, Boulos defendeu a viabilidade da mudança, argumentando que trabalhadores descansados são mais produtivos. Ele também esclareceu que a alteração não impede o funcionamento de atividades aos fins de semana, exigindo apenas a reorganização das escalas de trabalho.
Um levantamento recente indicou que 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 X 1. O ministro também abordou a questão da regulamentação do trabalho por aplicativos, defendendo a limitação da retenção das plataformas a 30% das viagens e o aumento do valor mínimo por entrega.
Boulos enfatizou que o projeto visa garantir “trabalho digno”, considerando que o restante é “mentira”. Ao ligar o fim da escala 6 X 1 ao debate com setores evangélicos, o ministro defendeu que valores cristãos estão associados à solidariedade e ao amor ao próximo.
Em um momento da entrevista, Boulos fez críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), questionando sua credibilidade e histórico, e classificando-o como “mais falsa que nota de 3 reais”.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.