Lula Alerta: Declarações Sobre Territórios Estratégicos Ameaçam Defesa Nacional

Lula alerta para risco na defesa nacional após declarações de Trump sobre territórios estratégicos. Presidente critica falta de segurança no Brasil.

(Imagem de reprodução da internet).

Lula Alerta para Fortalecimento da Defesa Nacional Diante de Declarações Sobre Territórios Estratégicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) emitiu nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, um alerta sobre as declarações de membros do Partido Republicano (PR) em relação a territórios estrangeiros, considerando-as um risco para a proteção da Amazônia.

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Em seu discurso na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizado em Aracruz (ES), Lula enfatizou a necessidade de o Brasil fortalecer sua capacidade de defesa e segurança, citando o Canadá e o Canal do Panamá como exemplos de áreas de interesse estratégico.

Ameaças e a Responsabilidade Brasileira

O petista argumentou que, após declarações sobre a posse de territórios por figuras como Donald Trump, surge a questão de se o Brasil também não deveria ter a mesma proteção. “Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem é que vai dizer que a Amazônia não é dele?”, questionou Lula, defendendo a soberania nacional.

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Ele ressaltou que o Brasil, com a maior floresta tropical do mundo, vastas reservas minerais e uma extensa fronteira, precisa “assumir a responsabilidade de cuidar do país” e não se deixar desguarnecido diante da disputa global por recursos naturais.

Ativos Estratégicos e Riscos de Invasão

Lula destacou a importância das reservas minerais, da água doce e da biodiversidade brasileira como ativos estratégicos. Além disso, alertou para o risco de invasões pelas fronteiras, argumentando que a falta de segurança adequada contribui para essa situação. “Qualquer um que quiser invadir vem e invade porque a gente não tem a segurança necessária, porque nunca pensamos nisso”, afirmou o presidente.

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Críticas à Política Externa de Trump

O discurso também foi marcado por críticas à condução internacional do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula afirmou que Trump “acha que pode governar o mundo pelo Twitter” e preferiu enfrentar o embate “na narrativa”, utilizando dados econômicos e diplomacia.

Ele mencionou o superávit comercial de US$ 415 bilhões que os EUA acumularam com o Brasil nos últimos 15 anos, em resposta a críticas de Trump sobre a relação comercial entre os dois países. Lula enfatizou a importância de o Brasil reagir com serenidade às provocações internacionais, buscando demonstrar a correção de seus posicionamentos.

Críticas ao Governo Anterior

Lula também criticou o governo anterior do Partido Liberal (PL), liderado por Jair Bolsonaro, acusando-o de “destruir” políticas públicas e de governar por meio do “gabinete do ódio”. O petista chamou a última gestão de “período da mentira” e negou envolvimento em práticas de desinformação e violência política.

Em relação ao filme Dark Horse e o envolvimento do PL com o Banco Master, Lula declarou: “Nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro”, afirmando que “é apenas o que a gente sabe agora”.

Retomada da Teia Nacional dos Pontos de Cultura

O evento marcou a retomada da Teia Nacional dos Pontos de Cultura após 12 anos de interrupção. A cerimônia reuniu representantes da cultura popular, povos tradicionais e gestores públicos de todo o país. Durante o encontro, a ministra Margareth Menezes assinou a regulamentação do programa Festejos Populares do Brasil, além de Lula assinar decretos para reestruturar o Conselho Nacional de Política Cultural e criar a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.

A cantora Luedji Luna participou da cerimônia e cantou o Hino Nacional, com a presença do senador Fabiano Contarato, do ministro substituto da Saúde, Adriano Massuda, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini.