Incidente chocante! Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão tenta suicídio na Polícia Federal em Minas Gerais. Operação Compliance Zero investiga “Sicário” e milícia privada
Na quarta-feira, 4 de dezembro de 2026, um incidente grave envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um operador de segurança, chocou a comunidade jurídica e policial. Mourão, um dos indivíduos presos como parte da Operação Compliance Zero, tentou cometer suicídio na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.
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A confirmação da ocorrência veio por meio de uma nota oficial da própria Polícia Federal, que relatou a ação e os esforços imediatos para socorrer o indivíduo.
Agentes da Polícia Federal presentes no local agiram rapidamente, prestando assistência a Mourão e iniciando procedimentos de reanimação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o indivíduo para uma rede hospitalar local, onde recebeu atendimento médico imediato.
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A situação levanta questões sobre os motivos que levaram a Mourão a tomar essa atitude e a complexidade das investigações em curso.
A investigação revelou que Mourão era conhecido como “Sicário”, um apelido que se refere a alguém com sede de sangue ou assassino de aluguel. Ele era apontado como coordenador de uma milícia privada chamada “A Turma”, responsável por atividades que visavam obter informações confidenciais, monitorar indivíduos e neutralizar situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado.
As mensagens apreendidas em seus celulares indicavam ameaças e intimidações, direcionadas a ex-funcionários e jornalistas.
A investigação também apontou o colunista de O Globo, Lauro Jardim, como alvo do grupo investigado, devido à sua divulgação de informações sobre o esquema do Banco Master. A Operação Compliance Zero visa desmantelar um esquema de fraudes bilionárias que envolve lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
A complexidade do caso envolveu o acesso ilegal a sistemas restritos de órgãos governamentais, incluindo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e organismos internacionais como o FBI e a Interpol.
A Justiça Federal em São Paulo manteve a prisão preventiva de Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero. Os dois foram presos na manhã da mesma data, com o objetivo de impedir a prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Vorcaro, presidente do Banco Master, negou as acusações, afirmando que sempre esteve à disposição das autoridades e que confia na regularidade de sua conduta. Seus advogados reiteraram a confiança no devido processo legal.
Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025, quando tentava embarcar para a Europa em um avião particular. A Polícia Federal suspeitava que ele pretendia fugir do país. Fabiano Zettel se entregou à Polícia Federal horas após a prisão de Vorcaro, afirmando que, embora não tivesse acesso aos objetos da investigação, estava à inteira disposição das autoridades.
Zettel é conhecido por ser um dos maiores doadores às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em 2022.
Além dos dois principais suspeitos, Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado, também foi preso. Ele é integrante do grupo “A Turma” e utilizou sua experiência e contatos para obter informações sigilosas e realizar vigilância de desafetos de Vorcaro.
A investigação continua em andamento, buscando esclarecer todos os detalhes do esquema de fraudes bilionárias.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.