A Ford revela crescimento nos lucros do terceiro trimestre, mesmo após a greve do UAW. Descubra os detalhes desse desempenho e as projeções futuras!
A Ford anunciou um aumento em seus lucros no terceiro trimestre, conforme divulgado nesta quinta-feira (22). O anúncio ocorre um dia após a empresa firmar um acordo provisório para encerrar uma greve de quase seis semanas do sindicato United Auto Workers (UAW).
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O lucro ajustado antes de juros e impostos (EBIT) foi de US$ 2,2 bilhões, comparado a US$ 1,8 bilhão no mesmo período do ano anterior. No entanto, o resultado ficou abaixo da expectativa de US$ 2,6 bilhões, conforme analistas da Refinitiv.
A receita da montadora também apresentou crescimento de 11%, alcançando US$ 43,8 bilhões. O acordo provisório com o UAW, firmado na quarta-feira (21), possibilita o retorno dos 16.600 trabalhadores em greve, embora a data exata dependa da normalização das atividades em cada fábrica.
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Durante a greve, cerca de 45% da produção da Ford foi paralisada, com o sindicato ampliando a greve para três fábricas de montagem. Inicialmente, apenas uma fábrica havia sido fechada nas duas últimas semanas do trimestre. O diretor financeiro da Ford, John Lawler, informou que a greve resultou em uma redução de aproximadamente US$ 100 milhões no EBIT do terceiro trimestre.
Além disso, a empresa estima ter perdido a chance de produzir e vender 80.000 veículos, o que poderá impactar o EBIT anual em cerca de US$ 1,3 bilhão.
A Ford decidiu retirar suas projeções para o restante do ano devido à incerteza gerada pela greve, mesmo com a maioria dos trabalhadores prestes a retornar. Lawler destacou que ainda existem incertezas relacionadas à retomada das operações nas fábricas e à velocidade com que os fornecedores voltarão a fornecer as peças necessárias para a produção.
Os 57.000 membros do UAW na Ford receberão um aumento salarial imediato de 11% após a ratificação do acordo, com aumentos totais de 25% ao longo dos quatro anos e meio do contrato. Além disso, haverá contribuições maiores para aposentadorias e um ajuste de custo de vida para mitigar os efeitos da inflação.
Os lucros e a receita da Ford cresceram significativamente, especialmente na venda de veículos a gasolina. A receita desse segmento aumentou 7%, totalizando US$ 25,6 bilhões, apesar de uma leve queda de 1% nas vendas, que somaram 736 mil unidades. O EBIT dessa área subiu 17%, alcançando US$ 1,7 bilhão.
O segmento de veículos comerciais também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 16% na receita, atingindo US$ 13,8 bilhões, e um aumento expressivo de 311% no EBIT, que chegou a US$ 1,7 bilhão. Contudo, a unidade Model, que abrange as vendas de veículos elétricos, registrou perdas que mais que dobraram, totalizando US$ 1,3 bilhão, mesmo com um aumento de 44% nas vendas de veículos elétricos, que chegaram a 36 mil unidades.
A empresa atribuiu os prejuízos na unidade de veículos elétricos à pressão sobre os preços e ao investimento contínuo em tecnologia de ponta. Segundo a Ford, muitos consumidores na América do Norte não estão dispostos a pagar preços superiores aos dos veículos a gasolina ou híbridos, o que afeta a lucratividade dos elétricos.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.