Lucro das Companhias Aéreas deve despencar em 2026, alerta Iata sobre desafios no setor

Lucro das Companhias Aéreas Deve Cair pela Metade em 2026
De acordo com a Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos), o lucro das companhias aéreas deverá sofrer uma queda significativa em 2026, reduzindo-se pela metade em comparação a 2025. A previsão é de que o lucro caia de US$ 45 bilhões para US$ 23 bilhões.
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Inicialmente, a Iata havia estimado que o lucro combinado das companhias aéreas globais chegaria a US$ 41 bilhões, com uma margem líquida de 3,9%. No entanto, agora a expectativa é que as margens líquidas fiquem em torno de 2% neste ano.
A principal razão para essa queda é o aumento no custo do combustível, que deve subir 70% em 2026 em relação ao ano anterior, representando mais de 31% das despesas totais do setor. O custo com combustível deve aumentar em US$ 100 bilhões em comparação a 2025, conforme as projeções da Iata.
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Willie Walsh, diretor-presidente da Iata, destacou que este será um ano desafiador para todas as companhias aéreas, especialmente para aquelas que ainda não se recuperaram da pandemia de covid-19, além das que operam na região do Golfo.
Walsh também mencionou que, apesar do aumento das tarifas pelas companhias aéreas para compensar o custo elevado do QAV, a demanda ainda está se mostrando resiliente. “A grande incógnita é por quanto tempo viajantes e remetentes de cargas conseguirão tolerar os custos mais altos”, ponderou.
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Pesquisas da Iata revelam que 86% dos viajantes acreditam que as tarifas aéreas devem acompanhar os preços do petróleo. Dentre eles, 49% esperam gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% planejam manter o mesmo nível de gastos.
Walsh também ressaltou que, apesar da demanda mais forte até agora, o crescimento do setor será, inevitavelmente, mais lento neste ano. “Prevemos um avanço de 2,1% para o segmento de passageiros e 0,7% para o de carga”, concluiu.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



