Lucro das Companhias Aéreas deve despencar em 2026, alerta Iata sobre desafios no setor

Lucro das companhias aéreas deve despencar em 2026, caindo para US$ 23 bilhões. Entenda os fatores por trás dessa queda e o impacto nas tarifas!

07/06/2026 14:06

2 min

Lucro das Companhias Aéreas deve despencar em 2026, alerta Iata sobre desafios no setor
(Imagem de reprodução da internet).

Lucro das Companhias Aéreas Deve Cair pela Metade em 2026

De acordo com a Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos), o lucro das companhias aéreas deverá sofrer uma queda significativa em 2026, reduzindo-se pela metade em comparação a 2025. A previsão é de que o lucro caia de US$ 45 bilhões para US$ 23 bilhões.

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Inicialmente, a Iata havia estimado que o lucro combinado das companhias aéreas globais chegaria a US$ 41 bilhões, com uma margem líquida de 3,9%. No entanto, agora a expectativa é que as margens líquidas fiquem em torno de 2% neste ano.

A principal razão para essa queda é o aumento no custo do combustível, que deve subir 70% em 2026 em relação ao ano anterior, representando mais de 31% das despesas totais do setor. O custo com combustível deve aumentar em US$ 100 bilhões em comparação a 2025, conforme as projeções da Iata.

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Willie Walsh, diretor-presidente da Iata, destacou que este será um ano desafiador para todas as companhias aéreas, especialmente para aquelas que ainda não se recuperaram da pandemia de covid-19, além das que operam na região do Golfo.

Walsh também mencionou que, apesar do aumento das tarifas pelas companhias aéreas para compensar o custo elevado do QAV, a demanda ainda está se mostrando resiliente. “A grande incógnita é por quanto tempo viajantes e remetentes de cargas conseguirão tolerar os custos mais altos”, ponderou.

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Pesquisas da Iata revelam que 86% dos viajantes acreditam que as tarifas aéreas devem acompanhar os preços do petróleo. Dentre eles, 49% esperam gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% planejam manter o mesmo nível de gastos.

Walsh também ressaltou que, apesar da demanda mais forte até agora, o crescimento do setor será, inevitavelmente, mais lento neste ano. “Prevemos um avanço de 2,1% para o segmento de passageiros e 0,7% para o de carga”, concluiu.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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