Liniker reflete sobre trajetória musical no Montreux Jazz Festival
Liníker discorre sobre identidade musical e representação do Brasil durante passagem pelo Montreux Jazz Festival.
Liniker confirmou seu status como uma das artistas mais importantes da música brasileira contemporânea durante sua passagem pela histórica edição comemorativa dos 60 anos do Montreux Jazz Festival, na Suíça.
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Ao longo de dois dias intensos no festival em julho deste ano — e que teve registro fotográfico associado a Liniker neste período —, ela não apenas se apresentou ao público internacional; também compartilhou reflexões profundas sobre arte, ancestralidade e o significado cultural para as novas gerações.
Reflexão artística: Tempo interiorano versus carreira global
Em um workshop promovido pelo próprio montreuze jazz festival, realizado dia 6 de julho, os pensamentos da artista foram marcados pela generosidade intelectual. Ela abordou temas como liberdade criativa, pertencimento e criação artísticas.
Ao citar grandes nomes do cancioneiro brasileiro — incluindo Elis Regina, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e Hermeto Pascoal —, Liniker demonstrou profundo respeito por uma tradição que hoje faz parte dela também. Mais além das influências musicais passadas em revista com a reportagem local, ela refletiu sobre o papel crucial da cultura na vida pessoal dos artistas.
A conversa revelou um contraste entre sua origem humilde de Araraquara e os holofotes globais: “O Interior… vivem um tempo diferente daqueles das grandes cidades”, explicou.
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“Eu gostaria ser pouco mais do interior novamente,” confessou; mas rapidamente corrigiu essa ideia ao dizer que não se trata apenas de estar no campo, é entender que mesmo após alcançar reconhecimento internacional pela arte, ainda há uma necessidade constante por ter “tempo”.
Representatividade cultural em palcos internacionais
Liniker também dedicou parte da fala a como o Brasil enxerga suas próprias cores. Segundo ela, pensar na pluralidade dentro deste país continental mostra algo muito rico e grandioso sobre os seres humanos: “Não existe única cultura brasileira”.
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Ao subir um palco mundialmente famoso, qual pátria sobe junto com você? Para Liniker, são todos aqueles grupos cujas existências fazem diferença pelo seu próprio ser — das pessoas trans ou travestis aos povos indígenas; dos pretos ao LGBTQIA+.
“É uma honra poder rodar o mundo sendo reconhecida… Isso não representa apenas [a mim]. De alguma forma também representa milhões de pessoas brasileiras,” afirmou. Ela ressaltou que é impossível representar todo esse universo diverso porque as experiências e opiniões nem sempre se alinham perfeitamente a ela.
O show em Montreuz Jazz Festival 2026
Em um momento paralelo, Liniker reafirmou seu lugar na cultura brasileira — tanto no cenário nacional quanto internacional —, apresentando um espetáculo marcado pela potência vocal durante esta edição histórica do festival.
A performance foi acompanhada por uma banda considerada extraordinária; além disso, contou com o pianista pernambucano Amaro Freitas como convidado especial. O artista consolidou sua presença após pouco dias de atividades intensas neste evento que celebrava seus sessenta anos.
Próximos passos e legado. Poucos tempo depois da passagem pelo Montreux Jazz Festival em 2026, a cantora estrearia oficialmente na turnê “Bye Bye Caju” no dia 11 de julho diante de um estádio lotado lá em São Paulo.
“É importante documentar aquilo que estamos vivendo,” explicou Liniker sobre gravar este show para o registro histórico; ela comparou seu olhar atual com aquele quando escreveu “Cajú”, aos 28 anos. O momento é visto como parte do grande legacado cultural brasileiro dentro dos seis décadas celebradas por montreuze jazz festival.
A artista concluiu expressando gratidão à cultura e ao apoio familiar, lembrando – se sempre: se não fosse a família acreditar na arte ou os espaços culturais públicos existirem no bairro de Araraquara, sua realidade hoje seria completamente diferente.