Limites da Estratégia dos EUA e Israel no Irã: A Resiliência do Regime Iraniano em Foco

A análise de Augusto Teixeira revela os limites da estratégia dos EUA e Israel no Irã, destacando a resiliência do regime iraniano. Descubra os detalhes!

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(Imagem de reprodução da internet).

Limites da Estratégia dos EUA e Israel no Irã

A consolidação do regime iraniano, mesmo após ataques direcionados a seus principais líderes militares, evidencia os limites da estratégia adotada por Estados Unidos e Israel na região. Essa análise foi feita pelo professor de Relações Internacionais da UFPB, Augusto Teixeira, durante o WW desta quinta-feira (26).

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O especialista destacou como o Irã tem conseguido manter sua estrutura de poder, mesmo após a perda de figuras-chave, incluindo o líder supremo e, mais recentemente, o comandante da Marinha, conforme anunciado por Israel.

Teixeira afirmou: “A grande lição é que instituições importam. Tanto o governo iraniano, como ocorreu no Hamas e com o Hezbollah, criaram instituições informais que permitem que o grupo sobreviva mesmo após a elevada atrição contra Israel”.

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O professor ressaltou que esse padrão se repetiu com o Hamas, que “perdeu imenso poder combatente, mas ainda governa parte de Gaza”, e com o Hezbollah, que “foi batido na última incursão israelense no sul do Líbano, mas ainda continua agindo”.

Limites da Estratégia de Decapitação

Segundo Teixeira, os limites da estratégia de decapitação estão também relacionados aos limites do poder aéreo, que é a principal vantagem operacional de Israel na região. Apesar da supremacia aérea israelense no espaço contestado iraniano, o regime não caiu. “Na prática, temos a substituição de um Kamenei por um talvez mais radical, que possa ser um teste de ferro para o corpo da guarda revolucionária iraniana”, avaliou o especialista, referindo-se à sucessão na liderança do país.

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Essa situação, conforme Teixeira, “complica muito a vida, não apenas no Irã, na busca de seus objetivos maximalistas, mas também complica os desejos israelenses relacionados a uma mudança geopolítica daquela região”. O professor concluiu que “a estratégia precisa ser mudada caso os objetivos que os Estados Unidos se colocam, os quais ainda são nebulosos, possam ser atingidos”, indicando a necessidade de uma revisão na abordagem para enfrentar regimes que conseguiram estabelecer instituições capazes de sobreviver à perda de suas lideranças.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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