Lilia Cabral relembra a justificativa única de Manoel Carlos para não escalá-la como “Helena”. Atriz revela o carinho e a parceria!
A atriz Lilia Cabral prestou homenagem ao autor Manoel Carlos, que faleceu na última semana. Reconhecida como uma das maiores amigas e parceiras do escritor, Lilia relembrou a peculiaridade da sua relação, marcada por uma justificativa única de Manoel sobre o papel de antagonista que ela sempre interpretou em suas novelas.
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Em uma entrevista, Lilia Cabral compartilhou um trecho de uma carta de Manoel Carlos que explicava o motivo pelo qual ela nunca foi escalada para o papel de “Helena” em suas produções. “As pessoas, muitas vezes, me perguntam: ‘por que ela nunca fez a Helena?’.
Porque ela, para mim, é a antagonista ideal. Se eu boto ela de Helena, quem é a antagonista da Lilia Cabral? É difícil, você entende”, emocionou-se a atriz ao ler o trecho.
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Lilia Cabral destacou a habilidade da atriz em interpretar personagens que desafiavam a heroína, atuando como uma rival constante. Ela enfatizou que, apesar de nunca ter sido vilã, a atriz possuía razões para o seu comportamento, tornando difícil a criação de um papel de protagonista para ela.
A atriz mencionou que Lilia Cabral se destacou em quase todas as novelas em que participou, ressaltando a importância da parceria entre ela e Manoel Carlos. A dupla foi responsável por criar personagens icônicos como Sheila em ‘História de Amor’ (1994), Marta em ‘Páginas da Vida’ (2006) e Tereza em ‘Viver a Vida’ (2009), consolidando a parceria na televisão brasileira.
Lilia Cabral expressou seu profundo lamento pela perda de Manoel Carlos, descrevendo-o como seu “xodó”. Ela lamentou não poder estar ao lado dele no momento da sua partida, e expressou seu desejo de ter tido a oportunidade de agradecer a ele por sua parceria e por todos os papéis que ele a consagrou.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.