Lídia Jorge é a vencedora do Prêmio Camões 2026, maior honraria da língua portuguesa

A conquista de Lídia Jorge reforça a relevância da literatura em língua portuguesa e homenageia a rica tradição literária que une Brasil e Portugal.

Chico Buarque recebe o Prêmio Camões

O Prêmio Camões, considerado a maior honraria da língua portuguesa, foi concedido em 2026 à escritora Lídia Jorge. Embora a autora tenha nacionalidade portuguesa, a premiação já contou com a participação de diversos escritores brasileiros ao longo dos anos.

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Entre os nomes que se destacam estão Adélia Prado, Chico Buarque, Rachel de Queiroz, João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado e Lygia Fagundes Telles, todos premiados anteriormente. A concessão do prêmio é realizada com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade ligada ao Ministério da Cultura (MinC) e ao Governo de Portugal.

Brasileiros reconhecidos pelo Prêmio Camões

João Cabral de Melo Neto foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio Camões, em 1990. Antes dele, apenas o poeta português Miguel Torga havia sido agraciado. Três anos depois, em 1993, Rachel de Queiroz conquistou a honraria, tornando – se não só a primeira mulher a ganhar o prêmio mas também a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras.

No ano seguinte, Jorge Amado foi premiado em 1994 aos 82 anos. O autor de clássicos como “Capitães de Areia” e “Gabriela, Cravo e Canela” é um dos ícones da literatura brasileira. Em 1998, Antonio Candido voltou a trazer o prêmio para o Brasil após uma sequência de condecorações dadas a artistas de Portugal e Angola.

Autran Dourado foi agraciado em 2000 durante uma cerimônia no Rio de Janeiro. Três anos depois, em 2003, Rubem Fonseca recebeu sua homenagem na mesma cidade. Ele contou com um júri que incluía Heloísa Buarque de Holanda e o angolano Pepetela.

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Mais laureados brasileiros

Lygia Fagundes Telles conquistou o prêmio em 2005 e se tornou a segunda mulher brasileira homenageada. Conhecida como “a dama da literatura brasileira”, Telles faleceu em 2022. Em 2008, João Ubaldo Ribeiro foi premiado e teve várias obras adaptadas para TV e cinema.

Ferreira Gullar recebeu o Prêmio Camões em 2010; seu nome verdadeiro era José Ribamar Ferreira. Dalton Trevisan foi outro laureado que se destacou em 2012 por seus contos famosos como “O Vampiro de Curitiba”. Em 2014, Alberto Costa e Silva foi reconhecido também por sua trajetória literária e acadêmica.

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Raduan Nassar fez jus ao prêmio em 2016 após ter estreado na literatura com “Lavoura Arcaica”. O cantor e escritor Chico Buarque recebeu sua condecoração em 2019. Silviano Santiago foi o penúltimo brasileiro a ser premiado em 2022.

A escritora Adélia Prado também se destacou com obras como “O Coração Disparado” (1978) e “Cacos para um Vitral” (1980), tendo recebido o Prêmio Camões em 2024 aos 88 anos.