Líderes Religiosos Africanas Exigem Segurança e Representação em Novo Doc!

Líderes religiosos africanas defendem segurança e representação em novo documentário! Descubra os discursos impactantes sobre justiça e inclusão. Assista agora!

28/05/2026 13:28

2 min

Líderes Religiosos Africanas Exigem Segurança e Representação em Novo Doc!
(Imagem de reprodução da internet).

Lançamento de Documentário Apresenta Líderes Religiosas Africanas e Discursos sobre Segurança e Representação

Na última quinta-feira (21), o Armazém do Campo recebeu líderes religiosas de matriz africana para o lançamento oficial da série documental, produzida pela BdF. Os episódios estão disponíveis em plataformas online. O evento marcou um momento importante para a discussão sobre questões sociais e políticas relevantes para as comunidades religiosas.

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Antes da exibição dos capítulos, as mulheres presentes no documentário compartilharam suas experiências e visões. Mãe Janaína Cunha, representando o Ilê Asé Ojú Oyá em Valinhos (São Paulo), expressou um desejo comum: “Nosso sonho – não só o meu, mas o da nossa comunidade – é de segurança.

Quero poder sair vestida assim [com vestimentas religiosas], sair da minha casa sem ser agredida, sem ser discriminada. Quero poder usar o metrô, o trem, o ônibus, exatamente como estou.”

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Mãe Luciana Bispo, de , na zona sul de São Paulo, destacou a importância da representação política. “Políticas públicas para as comunidades de terreiros só acontecerão quando tivermos parlamentares diretamente envolvidos. É necessário e urgente que tenhamos um caucus de terreiros, um caucus de negros.

Observem de perto os yalorixás e babalorixás que estão se candidatando. Conectem-se com essas pessoas. Precisamos de grupos, precisamos discutir planos para que isso se torne efetivo, porque outras organizações religiosas conseguiram através da palavra escrita.

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Eloiza, representando o Orunmila Cultural Center em Ilhabela (SP), complementou, enfatizando a necessidade de conscientização. “Estamos em um processo difícil, longo e delicado”, afirmou. Ela mencionou a falta de reconhecimento da cultura caiçara em Ilhabela, onde “as pessoas têm dificuldade de auto-reconhecimento”.

A líder religiosa também ressaltou a importância do trabalho com a educação, explicando que o objetivo é desmistificar a macumba e promover o diálogo com Exu.

Após o painel com as líderes, os participantes assistiram ao documentário, com a presença dos entrevistados. A produção “Urban Terreiros em São Paulo” é uma iniciativa de CPMídias e Brasil de Fato, com realização do Secretariado de Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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