Lideranças Indígenas Mobilizam em Roraima por Justiça em Morte de Gabriel Wapichana
Lideranças indígenas mobilizam em Roraima por justiça na morte de Gabriel Wapichana! Descubra o apelo emocionante pela investigação e responsabilização do crime
Organizações indígenas iniciaram nesta terça-feira (17) uma mobilização na Terra Indígena Araçá, localizada na região de Amajari, no norte do estado de Roraima. O objetivo é exigir justiça pela morte de Gabriel Ferreira Rodrigues, conhecido como Gabriel Wapichana, líder indígena que foi encontrado morto em 10 de fevereiro, dez dias após seu desaparecimento.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Roraima (CIR) se juntou à iniciativa, pressionando por investigações rigorosas e rápidas sobre o caso.
Apelo por Responsabilização
A CIR enfatizou a necessidade de medidas imediatas para identificar e responsabilizar os responsáveis pelo crime, combatendo a impunidade. “Reforçamos o apelo aos órgãos competentes para que adotem providências imediatas na apuração do crime, garantindo que os responsáveis sejam identificados e devidamente responsabilizados.
A impunidade não pode prevalecer”, declarou a entidade em sua nota. A mobilização começou na Comunidade Indígena Novo Paraíso, onde Gabriel residia, e contou com a presença de cerca de 500 lideranças de diversas etnias da região.
Sentimentos e Esperanças da Comunidade
Em um momento emotivo, um dos jovens da etnia Wapichana expressou a dor da comunidade. “Até o último minuto, eu tive esperança de encontrar ele bem, vivo, mas não foi assim! Gabriel era alegre, brincalhão, mas partiu tão jovem e deixou um importante legado de luta no Movimento Indígena que nós vamos seguir”, relatou.
Isaías Rodrigues, membro da comunidade, pediu por um laudo cadavérico urgente e pela justiça sendo feita. A avó de Gabriel, Dacilina Ferreira, também fez um apelo às autoridades, afirmando que lembrará do neto para sempre e buscando justiça por sua perda.
Contexto e Investigação
Gabriel Wapichana, 28 anos, era um líder indígena importante em Amajari, atuando como secretário regional e coordenador da juventude. A Polícia Civil do Amapá investiga o caso, encontrando a moto e o celular do rapaz no local onde o corpo foi descoberto.
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A CIR e o Conselho Indígena de Roraima (CIR) consideram Gabriel um “jovem guerreiro” e lamentam sua perda irreparável, acompanhando as investigações e oficiando órgãos como o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério Público Federal.
Apoio Institucional e Urgência da Investigação
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também acompanha o caso, notificando as autoridades de segurança pública e reforçando a urgência na atuação dos órgãos de segurança para elucidar o crime e responsabilizar os envolvidos. A Funai se comprometeu a prestar apoio institucional e a acompanhar de perto as investigações.