O líder supremo do Irã encontra-se inconsciente e em estado grave, sem participar das decisões políticas do regime. Ele está recebendo cuidados médicos na cidade de Qom, conforme reportaram informações do jornal britânico.
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As informações divulgadas são baseadas em um memorando diplomático, sustentado por avaliações das agências de inteligência dos Estados Unidos e de Israel. Segundo a publicação, essas agências já monitoravam o paradeiro de Mojtaba, filho do ex-líder supremo Ali Khamenei, há algum tempo.
Mojtaba assumiu o comando do país em 8 de março. Paralelamente, o governo iraniano mobilizou jovens nesta quarta-feira, dia 7 de abril de 2026, para formar “correntes humanas” ao redor de usinas de energia, visando prevenir possíveis ataques.
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Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e da Adolescência, fez o apelo pela televisão estatal. Ele enfatizou que as instalações são consideradas “patrimônio nacional” e, portanto, devem ser protegidas pela população local.
Nesta mesma quarta-feira, 7 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou que intensificaria ataques caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz até as 21h, horário de Brasília.
A via marítima é crucial, sendo responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo. O republicano alertou que, sem um acordo, infraestruturas vitais, como pontes e usinas de energia, poderiam ser destruídas.
Trump afirmou não se preocupar com possíveis acusações de crimes de guerra ao atingir alvos civis. Em contrapartida, na terça-feira, 6 de abril, os países envolvidos rejeitaram um acordo. Em resposta às declarações americanas, o Exército iraniano classificou as ameaças como “delirantes”.
As forças iranianas argumentaram que tais ameaças não compensam a “humilhação” que os Estados Unidos sofreram na região. Vale lembrar que o prazo estabelecido por Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz já havia sido adiado quatro vezes desde 21 de março.
O cenário permanece carregado de tensões, com o foco na estabilidade do Estreito de Ormuz. As declarações de Trump e a resposta do Irã desenham um quadro de alta volatilidade na região.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.
