Líbano registra trégua prolongada entre Hezbollah e Israel, mas deslocados hesitam em retornar

No dia 22 de janeiro de 2026, o Líbano experimentou um cumprimento significativo do cessar-fogo, marcando a trégua mais prolongada durante os três meses de conflito entre o Hezbollah e Israel. Apesar da aparente paz, muitos deslocados ainda hesitam em retornar para suas casas, temendo uma possível retomada das hostilidades.
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Uma fonte de alto escalão da segurança libanesa destacou que a adesão ao acordo foi “quase total” desde a noite de sábado anterior, embora tenha registrado alguns incidentes isolados.
Incidentes Isolados Durante o Cessar-Fogo
Entre os episódios mencionados pela autoridade de segurança, houve relatos de um tanque israelense disparando projéteis contra uma aldeia nas proximidades de Tiro. Além disso, as forças israelenses lançaram granadas de som em dois outros locais na segunda-feira, enquanto um drone israelense sobrevoava Beirute.
Esses eventos indicam que, embora o cessar-fogo esteja sendo respeitado em grande parte, a tensão ainda permeia a região.
Diplomacia Internacional e Tensão no Estreito de Ormuz
O conflito no Líbano também gerou uma dinâmica complicada entre Estados Unidos e Irã, com ambos os países buscando influenciar o desfecho do embate. Na última semana, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, justificando essa ação pelo descumprimento dos Estados Unidos em suas promessas de conter as hostilidades no Líbano.
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Por sua vez, JD Vance, vice-presidente dos EUA e líder da delegação americana em negociações com o Irã, relatou avanços significativos rumo à paz na região.
Vance afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto e que a situação no Líbano está sendo monitorada constantemente. “Estamos trabalhando para garantir que as hostilidades cessem definitivamente”, comentou ele em uma coletiva após as negociações.
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A intenção é alcançar um acordo que traga estabilidade não apenas ao Líbano, mas também à toda a região.
A Calma Relativa em Nabatieh
Hassan Wazni, diretor de um hospital localizado em Nabatieh, uma cidade que enfrentou intensos bombardeios durante o conflito, relatou que a calma tem prevalecido desde a noite do dia 20 de janeiro. “Acompanho a situação diariamente e muitas vezes passo as noites no hospital.
Este é o cessar-fogo mais prolongado até agora”, declarou Wazni à agência Reuters por telefone.
Com as tensões geopolíticas se intensificando na área e a população local lidando com as consequências da guerra, a esperança por um futuro mais pacífico ainda é incerta. O acompanhamento das negociações internacionais continuará sendo essencial para determinar os próximos passos na busca por estabilidade duradoura no Líbano e nas regiões vizinhas.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



