
Durante uma participação no podcast apresentado por Juju Salimeni e Diogo Basaglia, a jornalista Léo Áquilla compartilhou detalhes profundos sobre sua vida pessoal e seus planos futuros. A entrevista, exibida na quarta-feira, trouxe à tona conversas sobre identidade, sexualidade e questões de saúde.
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Um dos pontos centrais abordados foi a intenção de realizar a cirurgia de redesignação sexual nos próximos anos. Ela explicou que o procedimento havia sido postergado por motivos médicos, mas que recentemente voltou a ser considerado em sua vida.
Ao falar sobre sua vivência pessoal, Léo Áquilla detalhou como se identifica dentro do espectro da assexualidade, afirmando categoricamente: “Eu sou uma mulher trans, mas eu sou uma pessoa assexual”. Essa declaração gerou bastante interesse durante o bate-papo, levando a apresentadora a buscar mais esclarecimentos sobre o termo.
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A jornalista esclareceu que “assexual” é um termo guarda-chuva, pois abrange uma grande variação de experiências. Ela enfatizou que existem diversas maneiras de vivenciar o desejo. Em seu caso particular, ela pontuou que sente atração, mas que essa atração está condicionada ao envolvimento emocional, definindo isso como demissexualidade.
A conversa também gerou identificação em Juju Salimeni, que revelou ter um comportamento semelhante. Ela comentou: “Eu sou assim também. Sempre fui”, ao explicar que valoriza profundamente a conexão e o sentimento antes de qualquer tipo de envolvimento íntimo.
Léo Áquilla reforçou essa necessidade, ressaltando que é fundamental sentir confiança. Segundo ela, a pessoa precisa transmitir amor e respeito para que qualquer intimidade aconteça. As duas convidadas comentaram que muitas pessoas podem compartilhar dessa característica sem conhecer o termo demissexual.
No decorrer da entrevista, a jornalista relembrou os obstáculos que enfrentou para realizar a cirurgia de redesignação. Ela mencionou que não havia feito o procedimento anteriormente devido a um problema cardíaco que impedia o avanço, apesar de já ter iniciado o processo.
Atualmente, o plano é retomar esse objetivo. Ela informou que, após um hiato de quinze anos, está voltando a considerar o procedimento, visando realizá-lo em 2027. Léo Áquilla acredita que a evolução das técnicas médicas e o controle do quadro cardíaco tornaram o procedimento mais viável, embora ainda exija cuidados intensos no pós-operatório.
Para finalizar seu relato, a jornalista destacou que mantém um acompanhamento médico contínuo para garantir a segurança em sua decisão. Ao compartilhar sua trajetória, ela promoveu discussões importantes sobre identidade, saúde e o processo de autoconhecimento, mostrando as múltiplas formas de vivenciar o corpo e os relacionamentos ao longo da vida.
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Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.