Lena (Barbara Reis) se sentirá exausta de viver em Portugal com o bebê e Herculano (Leandro Lima). A mulher surpreenderá o marido ao manifestar a vontade de desobedecer as orientações de Samira (Fernanda Vasconcellos). “Vamos voltar para o Brasil, Herculano.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Eu te imploro”, dirá ela. Herculano, por sua vez, questionará: “Olha para mim. Você acha que vale a pena jogar tudo fora? Tudo o que a gente se arriscou só porque você teve um dia ruim?”.
Lena explicará: “É porque a minha filha quer. Ela está me mandando ir. Você não entende, ela sente que eu não sou a mãe dela de verdade. Toda vez que ela me olha e grita desse jeito, ela está me cobrando a verdade. Ela não reconhece o meu colo”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No papel de Lena em Três Graças, Barbara Reis compartilhou suas reflexões sobre a maternidade, um tema central na trama. “Na prática, diferenciar desejo genuíno de expectativa externa exige silêncio interno. É um exercício diário de escuta. É perguntar a si mesma: ‘isso é meu ou é do mundo?’.
A maternidade, especialmente para mulheres públicas, acaba virando quase um projeto coletivo. Todo mundo opina, projeta, cobra”, comentou a atriz.
Ela acrescentou: “Tento tirar o ruído e observar meu corpo, minha rotina, meus afetos. Quando o desejo é genuíno, ele não vem com culpa nem pressa. Ele vem com presença”, disse Barbara em entrevista ao site Heloisa Tolipan.
Barbara destacou que “o momento para a realização desse desejo precisa vir de mim e não do tempo social. Entendi que nenhuma experiência profunda pode ser usada como solução para vazios. A maternidade não resolve, ela transforma. E transformação pede tempo, disponibilidade e escolha.
Essa compreensão veio com maturidade emocional e com o reconhecimento de quem sou hoje, e não de quem esperavam que eu fosse”.
Ela também comentou sobre o relógio biológico: “Acho que precisamos falar menos de prazo e mais de contexto. O relógio biológico existe, claro, mas ele não pode ser a única régua. Cada mulher tem uma história, um corpo, um desejo e um momento”.
Barbara finalizou dizendo que planejar é criar um ambiente possível, emocional, afetivo e prático, e não apenas marcar um dia no calendário.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
