Leite Longa Vida: Inflação nos Alimentos no Brasil Aumenta e Impacta o Bolso do Consumidor

Inflação atinge alimentos no Brasil! Leite longa vida dispara 20% e impacta preços de cenoura, tomate e carne. Saiba mais!

(Imagem de reprodução da internet).

Inflação no Leite Longa Vida Impulsiona Preços dos Alimentos no Brasil

O preço do leite longa vida disparou no Brasil nos últimos meses, registrando um aumento de 20%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, 12 de maio de 2026. A tendência de alta se intensificou em abril, com um aumento de 13,66%, impactando significativamente a inflação dos alimentos no país.

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Essa escalada nos preços foi fortemente influenciada pelo aumento dos custos de produção e transporte, agravado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. O conflito resultou em preços internacionais de petróleo mais elevados, pressionando os preços dos combustíveis no Brasil.

A gasolina subiu 1,86% em abril, enquanto o óleo diesel avançou 4,46%.

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Segundo o gerente de pesquisa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE, José Fernando Gonçalves, a relação entre os preços dos combustíveis e os alimentos é direta. “A elevação nos preços dos combustíveis impacta diretamente o custo final dos alimentos, principalmente devido ao custo do frete”, explicou.

Outro fator contribuinte para o aumento do custo foi a redução na oferta de alimentos. Gonçalves detalhou que a seca intensa no final do ano passado e início deste ano afetou a qualidade das pastagens, elevando a necessidade de suplementação alimentar para o gado leiteiro. “A escassez de pastagem, combinada com o clima seco, obriga os produtores a incluir ração na dieta dos animais, o que eleva os custos de produção”, afirmou.

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O grupo Alimentação e Bebidas apresentou um avanço de 1,34% em abril e foi o responsável pelo maior impacto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês. Além do leite longa vida, outros produtos também registraram alta, como a cenoura (26,63%), a cebola (11,76%), o tomate (6,13%) e as carnes (1,59%).

Apesar do aumento da inflação, que desacelerou de 0,88% em março para 0,67% em abril, o acumulado em 12 meses ainda apresenta um crescimento de 4,39%. O grupo Alimentação e Bebidas já avançou 3,70% no primeiro quadrimestre de 2026.