Leilão de Energia: R$ 3,3 BI injetados na rede elétrica! ⚡️ Consórcio BR2ET e Cymi lideram investimentos em expansão da transmissão no Brasil. Saiba mais!
O primeiro leilão de transmissão de energia de 2026, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na sexta-feira (27 de março), resultou em contratos de R$ 3,3 bilhões em investimentos para expandir a rede elétrica brasileira. Todos os cinco lotes foram adjudicados, com um deságio médio de 50,69%.
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O governo promoveu a licitação para a construção e manutenção de 798 quilômetros de linhas de transmissão e 2.150 megavolt-ampères (MVA) de capacidade de transformação em subestações.
Os empreendimentos serão implementados em onze estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo. O tempo previsto para a conclusão das obras varia entre 42 e 60 meses, dependendo da complexidade de cada projeto.
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Duas empresas se destacaram como grandes vencedoras: o Consórcio BR2ET e a Cymi.
O lote 1 foi conquistado pela Cymi, com uma oferta de R$ 46,6 milhões de Rap (Receita Anual Permitida) e um deságio de 46,85%. Participaram da disputa a Axia Energia (antiga Eletrobras) e o Consórcio Olympus XX, da Alupar. Este lote abrange uma concessão existente de 115 km de linhas de transmissão, que atendem a região Sul Fluminense do Rio de Janeiro, incluindo 43 km de novas linhas e subestações em São Paulo e Minas Gerais.
O investimento total estimado é de R$ 522 milhões, com um prazo de 49 meses.
O lote 2 foi assegurado pela Engie, com uma oferta de R$ 18,14 milhões de Rap, representando um deságio de 46,89%. As obras incluem a expansão do sistema de transmissão no trecho Ponta Grossa-São Mateus do Sul-Canoinhas, nos estados do Paraná e Santa Catarina, com previsão de conclusão em 42 meses e um investimento de R$ 193,6 milhões.
A Engie também venceu o lote 3, que engloba a instalação de compensadores síncronos no Ceará e no Rio Grande do Norte, com um investimento de R$ 1,4 bilhão, Rap máxima de R$ 233,9 milhões e prazo de 42 meses.
O lote 4, com linhas de transmissão na Bahia e no Sergipe, foi arrematado pelo Consórcio BR2ET, que investirá R$ 377,3 milhões em 42 meses, com Rap de R$ 25,6 milhões e um deságio de 37,89%. O lote 5 foi assegurado pela Cymi, com investimentos em Mato Grosso e Pará, custando R$ 1 bilhão, Rap de R$ 91,2 milhões e um prazo de 60 meses, com um deságio de 50,9%.
A Aneel decidiu dividir o leilão em duas etapas, com cinco lotes em cada fase. Os lotes 6 a 10 estão ligados a concessões que antes pertenciam à MEZ Energia, e que enfrentaram um impasse. A Aneel recomendou a caducidade dos contratos, mas o Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou o caso para a elaboração de uma solução consensual no Tribunal de Contas da União (TCU).
O acordo final, mediado pela Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos do TCU, resultou na rescisão de quatro contratos da companhia. A Aneel aguarda a homologação do acordo pelo TCU para incluir os lotes no leilão, ainda sem data definida para a segunda etapa.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.