Laudos revelam sangue nas roupas do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito da morte da PM Gisele Alves Santana. Descubra os detalhes!
Os laudos periciais relacionados à investigação da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, revelam a presença de sangue nas roupas do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito do crime. Ele foi detido preventivamente na manhã desta quarta-feira (18).
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O documento aponta que a linha de investigação, respaldada pelos laudos, sugere que houve uma tentativa de fazer o evento parecer um suicídio.
Durante o atendimento da ocorrência, Geraldo expressou o desejo de tomar banho e trocar de roupa, sendo advertido verbalmente pelos policiais para não fazê-lo. No entanto, ele insistiu em sua vontade, possivelmente devido à sua posição hierárquica.
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Além disso, foram encontrados vestígios de sangue no banheiro do imóvel onde o tenente-coronel teria se banhado logo após a chegada das equipes de socorro, o que reforça a possibilidade de manipulação de evidências.
Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em sua residência em São José dos Campos, interior de São Paulo. Ele será levado à delegacia responsável pelo caso, localizada na zona Leste da capital, onde será interrogado e formalmente indiciado, aguardando a decisão do Poder Judiciário estadual.
O pedido de prisão também foi encaminhado à Justiça Militar estadual, com base nos mesmos delitos, incluindo violência doméstica.
Após o interrogatório, o tenente-coronel passará por exames de corpo de delito e ficará à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes.
As investigações realizadas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar revelaram inconsistências nas declarações do tenente-coronel, especialmente sobre o relacionamento do casal e os eventos que teriam levado ao suposto suicídio da vítima. A investigação também identificou que houve um intervalo significativo entre o disparo da arma e a formalização da ocorrência, o que compromete a credibilidade de sua versão.
Os laudos analisados pela Polícia Técnico-Científica indicaram a inviabilidade da hipótese de suicídio e sugeriram indícios de alteração do local do crime. O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo revelou marcas de lesões no rosto e no pescoço da policial Gisele Alves Santana, confirmando que a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico grave devido a um disparo de arma de fogo.
A perícia concluiu que o tiro foi compatível com um disparo encostado, realizado com a arma muito próxima da cabeça da vítima.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa do tenente-coronel, e o espaço permanece aberto para comentários. A investigação deve ser concluída nos próximos dias e está sob segredo de justiça.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.