Latino-americanos no Vaticano comentam a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, divididos entre esperança e preocupação. O que pensam sobre essa mudança?
Latino-americanos que estão no Vaticano, em Roma, compartilharam suas visões sobre a recente captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. As reações variam entre esperança e preocupação em relação à operação militar.
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Carla Salinas, uma turista chilena, comentou à agência de notícias Reuters que a ação dos EUA era “o que todos estavam esperando”. Ela destacou que vive em um país que também enfrenta problemas relacionados à imigração venezuelana, mencionando o sofrimento das famílias que ficaram para trás. “Isso pode ser um avanço, uma alegria para os venezuelanos e para a América do Sul em geral”, afirmou.
Por outro lado, a peruana Narda Olivari expressou sua felicidade com a possibilidade de um novo líder para a Venezuela. “Finalmente nossos irmãos e irmãs venezuelanos terão outro líder justo, não um ditador como Maduro”, disse. No entanto, ela também criticou a interferência do presidente dos EUA, afirmando que isso é uma intromissão em assuntos que não deveriam ser de sua responsabilidade.
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A turista mexicana Maria Gutiérrez Cortez também se referiu a Maduro como “ditador”, considerando-o um “presidente ilegítimo que trapaceou e está causando grande sofrimento ao povo venezuelano”.
O papa Leão XIV, que já havia criticado algumas políticas de direita do ex-presidente Trump, pediu em dezembro que o presidente americano não utilizasse a força militar para depor Maduro. Neste domingo (4), durante uma oração na Praça de São Pedro, ele enfatizou a importância de superar a violência e buscar justiça e paz, respeitando a soberania da Venezuela.
O pontífice ressaltou que “o bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração”, destacando a necessidade de um caminho pacífico para a resolução da crise.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.