Latam Airlines Brasil Planeja Aquisição de Novas Aeronaves
A Latam Airlines Brasil projeta a compra de 41 novas aeronaves em 2026, mas ainda não definiu quais rotas serão atendidas por esses novos aviões. O CEO da companhia, Jerome Cadier, destacou que a escolha das rotas depende da viabilidade operacional dos aeroportos e das condições tributárias nos estados, especialmente em relação ao ICMS.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A entrega das novas aeronaves ocorrerá de forma gradual, conforme mencionado por Cadier durante a apresentação dos resultados financeiros do último trimestre de 2025. As primeiras 12 unidades do modelo E2 da Embraer devem iniciar operações no final de 2026.
O anúncio da compra foi realizado em outubro do ano anterior.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Expansão da Frota e Novos Destinos
Além das 41 aeronaves, a Latam também espera receber três novos Boeing 787 ao longo do ano, reforçando sua estratégia de expansão internacional. A frota continuará a incluir aeronaves da família Airbus A320, que são fundamentais para as operações domésticas e voos internacionais de curta distância.
Cadier informou que a definição dos destinos ainda está em andamento. “Ainda não fechamos as rotas. Estamos trabalhando na lista de destinos que gostaríamos de atender e conversando com os estados para entender quais aeroportos podem acomodar a operação e o ICMS”, afirmou.
LEIA TAMBÉM!
Contudo, ele ressaltou que não há previsão de novos destinos internacionais para este ano, pois “a capacidade está praticamente tomada”.
Discussões sobre o Fnac
A expansão da frota ocorre em meio a discussões sobre o uso do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil) para o financiamento de aeronaves. Cadier considera a iniciativa positiva, mas aponta que o modelo ainda enfrenta desafios. Ele enfatizou que o debate sobre o uso do fundo deve levar em conta as diferentes realidades das companhias aéreas no Brasil.
“O Fnac não pode alterar a dinâmica competitiva do setor. São três companhias com necessidades distintas. Um único modelo pode não ser atrativo para todas”, explicou. Em dezembro do ano passado, o Ministério de Portos e Aeroportos e o BNDES assinaram um contrato para liberar R$ 4 bilhões do Fnac para o financiamento das aéreas.
Estabilidade Regulatória e Reforma Tributária
Durante a apresentação dos resultados, Cadier expressou sua expectativa em relação à definição de pontos sensíveis da reforma tributária, que ainda geram incertezas para o setor aéreo. Outro tema central para a empresa é a votação do projeto que aborda a cobrança de bagagem.
O mercado, com o apoio do governo, discute a necessidade de implementar o pagamento no despacho de bagagens, alinhando-se às práticas do mercado internacional.
