Laércio Cosentino diz que Brasil está atrasado na era digital e alerta para risco de ficar para trás

O fundador e presidente do Conselho da, Laércio Cosentino, afirmou que a inteligência artificial generativa representa uma transformação sem precedentes na história, durante entrevista ao programa “É Negócio”, da CNN Brasil. Para ele, a mudança atual é radical e atinge todas as áreas ao mesmo tempo, algo que nunca ocorreu antes.
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Na conversa, Cosentino comparou a revolução da IA com momentos históricos anteriores. “É uma mudança radical em tudo. Pela primeira vez, tudo está mudando simultaneamente”, declarou. Ele ressaltou que, enquanto a Revolução Industrial ou a mecanização do agronegócio impactaram setores específicos, a inteligência artificial coloca em xeque todas as frentes da sociedade de uma só vez.
O diferencial da IA generativa
O executivo destacou que o caráter simultâneo da transformação é o que a torna única. Revoluções passadas, como a industrial, demoraram décadas para se consolidar e afetaram principalmente a manufatura e o transporte. Já a inteligência artificial generativa, segundo ele, mexe com a produção de conhecimento, criatividade e tomada de decisão em escala global.
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Cosentino observou que a tecnologia não se limita a automatizar tarefas repetitivas. Ela é capaz de gerar conteúdo original, simular raciocínios complexos e acelerar descobertas científicas. “Estamos diante de um fenômeno que redefine o próprio conceito de trabalho e inovação”, disse.
Na avaliação do empresário, o impacto será sentido em áreas como educação, saúde, direito e finanças. Ele citou que profissionais de todos os setores precisarão se adaptar rapidamente para não ficarem obsoletos. “Não se trata apenas de uma ferramenta nova. É uma nova forma de pensar e operar”, completou.
Desafios e oportunidades para o Brasil
Cosentino também abordou o papel do Brasil nesse novo cenário. Ele defendeu que o país precisa investir em infraestrutura digital e capacitação técnica para não perder o bonde da história. “A inteligência artificial não espera. Quem não se preparar agora, vai ficar para trás”, alertou.
O presidente do Conselho da mencionou que empresas brasileiras já começam a adotar a IA generativa em processos internos, mas o ritmo ainda é lento. Ele sugeriu que o poder público crie incentivos fiscais e programas de treinamento em massa. “Precisamos de uma política nacional de inteligência artificial, com metas claras e investimento contínuo”, afirmou.
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Para ele, a educação é o ponto mais crítico. “As escolas e universidades precisam reformular seus currículos para ensinar não só a usar a IA, mas a pensar criticamente sobre ela”, disse. Cosentino acredita que, se o Brasil agir com rapidez, pode se tornar um polo de inovação em áreas como agronegócio e energia, onde já tem vantagens competitivas.
O executivo encerrou a entrevista com um tom de urgência. “Essa não é uma mudança incremental. É uma ruptura. E a janela de oportunidade é curta”, concluiu.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



