Kimi Antonelli afirma que McLaren se tornou nova ameaça à Mercedes na Fórmula 1 após GP da Holanda
A declaração de Antonelli reflete a crescente competitividade da McLaren, que pode impactar a dinâmica do campeonato nas próximas corridas.
Após o Grande Prêmio da Holanda, realizado no último domingo, Kimi Antonelli, líder do campeonato, declarou que a McLaren deu um passo significativo à frente e que a Mercedes já não possui o carro mais rápido da Fórmula 1. Lando Norris, atual campeão e piloto da McLaren, celebrou sua segunda vitória consecutiva, tendo largado novamente da pole position em Zandvoort.
Antonelli e seu companheiro de equipe na Mercedes, George Russell, ficaram com a segunda e terceira posições, respectivamente, superando a dupla da Ferrari formada por Lewis Hamilton e Charles Leclerc.
“Está claro que não somos mais o carro mais rápido do grid”, afirmou Antonelli. O piloto lembrou que havia vencido cinco corridas consecutivas no início da temporada e reconheceu o avanço da McLaren. “Provavelmente somos o segundo ou terceiro, pelo menos na corrida de hoje.
A McLaren deu um passo enorme, especialmente desde a Hungria, depois do grande pacote de atualizações que eles levaram para lá.”
Visão diferente sobre o desempenho
Norris, porém, contestou a análise de Antonelli. Ele acredita que sua vitória foi fruto de sua própria habilidade. “Não acho que isso seja verdade. Se eu não tivesse passado o Kimi quando o ultrapassei, não teria vencido a corrida”, declarou o britânico.
Ele enfatizou seu próprio desempenho: “Uma vez na vida, eu daria um pouco de crédito a mim mesmo, porque sinto que estou fazendo um trabalho melhor do que todo mundo”. Norris também reconheceu que a McLaren tem um carro competitivo.
Embora Zandvoort tenha favorecido as características da McLaren, algumas das próximas pistas podem não ser tão vantajosas para a equipe. Monza se destaca como uma das corridas onde as equipes deverão se preparar bem para ter bom desempenho em casa.
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Desempenho no campeonato
A Mercedes permanece bem posicionada no campeonato de construtores e foi a equipe com maior pontuação neste fim de semana: 46 pontos contra 43 da McLaren e 31 da Ferrari. Norris comentou sobre as forças e fraquezas do carro: “Temos um carro forte em determinadas áreas”.
Ele ressaltou a evolução do desempenho em alta velocidade: “Ninguém nos iguala nesse quesito”. Porém, ele também reconheceu a desvantagem em baixa velocidade em comparação à Mercedes.
“Por isso não tenho confiança para dizer: ‘sim, posso facilmente lutar pelo campeonato até o fim da temporada'”, completou Norris. Com 83 pontos atrás de Antonelli e mais 11 etapas previstas pela frente — salvo mudanças no calendário devido à situação no Oriente Médio — ele admitiu suas limitações atuais.
Desafios para a Mercedes
Toto Wolff, chefe da Mercedes, mencionou que as restrições do teto orçamentário têm dificultado o desenvolvimento acelerado do carro. “Estamos tentando distribuir isso de maneira equilibrada ao longo da temporada”, explicou Wolff aos jornalistas.
Ele destacou os esforços em otimizar a pontuação no campeonato ao longo do ano.
Andrea Stella, chefe da McLaren, espera que a Mercedes intensifique seu desenvolvimento. “Tenho certeza de que o carro deles no túnel de vento é bem mais rápido do que o carro que eles têm na pista”, observou Stella. Ele acredita que as novidades devem chegar em breve ao carro da Mercedes.