Kiev sofre ataque com mísseis e drones, deixando nove mortos antes da cúpula da Otan na Turquia
Ataque em Kiev intensifica a crise humanitária e pode influenciar as discussões na cúpula da Otan na Turquia, marcada para iniciar nesta terça-feira.
A capital da Ucrânia, Kiev, sofreu um ataque devastador na madrugada desta segunda – feira (6), véspera de uma importante cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que ocorrerá na Turquia. Mísseis balísticos e drones atingiram a cidade, resultando na morte de pelo menos nove pessoas e deixando dezenas feridas, conforme relataram autoridades locais.
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Grandes explosões iluminaram o céu noturno enquanto os ataques causavam danos significativos em blocos de apartamentos e incendiavam veículos nas ruas. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou no Telegram que equipes de resgate estavam trabalhando para retirar moradores, incluindo crianças, dos andares superiores de edifícios danificados no distrito de Podilskyi.
Alerta de ataque e consequências
Sirenes de alerta aéreo foram acionadas em toda a cidade, levando muitos residentes a buscar abrigo. Poucas horas antes do ataque, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia alertado sobre a preparação de Moscou para um novo ataque em grande escala.
Este bombardeio acontece apenas alguns dias após outro ataque que deixou 30 mortos na última quinta – feira, tornando – se um dos mais letais desde o início do conflito.
Zelensky comentou sobre a ofensiva em uma publicação no X no domingo (5), afirmando que “isso é típico de Putin”, referindo – se ao momento escolhido para o ataque. Prédios residenciais no distrito de Darnytskyi também sofreram danos graves e estavam sendo evacuados.
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Vídeos geolocalizados pela CNN mostraram explosões massivas e edifícios altos em chamas. A situação na Ucrânia servirá como pano de fundo para a cúpula na Turquia, marcada para começar na terça – feira.
Reações e iniciativas diplomáticas
Donald Trump, que participará da cúpula em Ancara, ofereceu – se novamente para ajudar a encerrar a guerra durante uma ligação com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, a conversa durou cerca de 90 minutos.
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Além disso, Trump também conversou com Zelensky no sábado anterior ao ataque.
Apesar das promessas anteriores de resolver o conflito rapidamente após retornar ao cargo, já se passaram mais de 500 dias desde o início do segundo mandato dele sem avanços concretos rumo à paz entre os dois países.
As forças russas intensificaram seus esforços para expandir seu controle na região oriental ucraniana de Donetsk, enquanto as cidades ucranianas continuam sob ataque com mísseis lançados por Moscou. Em resposta, a Ucrânia tem aumentado seus próprios ataques com mísseis e drones contra alvos estratégicos dentro do território russo.
Desafios da defesa ucraniana
A elevada quantidade de mortes registrada no ataque recente expõe as dificuldades enfrentadas pelas autoridades ucranianas em proteger Kiev. A Rússia tem utilizado drones rápidos como o Geran-4 que dificultam as operações defensivas da cidade, podendo ser abatidos apenas por mísseis terra – ar ou caças.
No domingo, Zelensky renovou seu apelo aos aliados dos Estados Unidos e da Europa pela entrega urgente dos mísseis Patriot. Ele afirmou que “qualquer atraso na entrega significa perda de vidas e encoraja a Rússia a continuar sua agressão”.
Zelensky enfatizou que os sistemas Patriot são essenciais para interceptar os mísseis balísticos e drones russos em uso atualmente. As versões mais novas desses interceptadores podem atingir alvos a altitudes de até 15 quilômetros e distâncias de até 35 quilômetros.