Keir Starmer Bloqueia Pedido de Donald Trump para Uso de Bases Britânicas
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer rejeitou um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que forças americanas utilizassem bases aéreas britânicas em um possível ataque preventivo ao Irã. A decisão foi baseada em preocupações sobre possíveis violações do direito internacional, conforme relatado por diversos veículos de mídia britânicos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
De acordo com o jornal The Times, Starmer negou o acesso à RAF Fairford, na Inglaterra, e à base de Diego Garcia, um território britânico no Oceano Índico. Essas bases têm sido fundamentais para operações militares dos EUA, com Diego Garcia servindo como um importante aeródromo para bombardeiros pesados.
Preocupações com o Direito Internacional
O The Times destacou que o governo britânico teme que permitir o uso das bases pelos EUA constitua uma violação do direito internacional. A publicação citou que não há distinção entre o Estado que realiza um ataque e aqueles que o apoiam, caso estes últimos tenham conhecimento das circunstâncias do ato considerado ilícito.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Além do The Times, veículos como BBC, The Guardian e The Telegraph também noticiaram o bloqueio, citando fontes governamentais. Historicamente, os pedidos dos EUA para utilizar bases britânicas são avaliados caso a caso, levando em conta a base legal e a justificativa política para qualquer atividade proposta.
Discussões entre Starmer e Trump
Na noite de terça-feira, 17 de setembro de 2025, Starmer e Trump realizaram uma ligação, onde discutiram questões de paz no Oriente Médio e na Europa. No dia seguinte, Trump expressou sua oposição a um acordo que transferiria a soberania das Ilhas Chagos para Maurícia, em troca de um arrendamento de 99 anos da base militar de Diego Garcia.
LEIA TAMBÉM!
O Reino Unido havia separado as Ilhas Chagos da Maurícia antes da independência desta última, o que gerou tensões diplomáticas e batalhas judiciais com os moradores locais. Em 2019, o Tribunal Internacional de Justiça determinou que o Reino Unido deveria devolver as ilhas para que pudessem ser descolonizadas.
Reações e Implicações Militares
Trump, que inicialmente havia apoiado o acordo, mudou de posição à medida que os EUA aumentavam suas forças na região em preparação para um possível ataque ao Irã. Ele criticou Starmer, afirmando que o primeiro-ministro estava cometendo um erro ao concordar com o arrendamento da Maurícia.
O Departamento de Estado dos EUA, por outro lado, declarou apoio à decisão do Reino Unido de seguir com o acordo. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as declarações de Trump devem ser vistas como a política da administração.
Possíveis Consequências de um Ataque ao Irã
Trump mencionou a importância das bases britânicas para uma possível ação militar contra o Irã, afirmando que poderia ser necessário utilizá-las para evitar um ataque de um regime instável. No entanto, as bases não foram utilizadas em um ataque anterior contra instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.
Analistas acreditam que qualquer nova ação militar dos EUA contra o Irã pode se estender por semanas. Ter acesso a bases mais próximas ao Irã permitiria um reabastecimento mais rápido dos bombardeiros, aumentando a eficácia das operações. Contudo, o uso dessas bases poderia expor a frota de bombardeiros a possíveis retaliações iranianas.
