Keir Starmer defende engajamento do Reino Unido com a China
Nesta sexta-feira (30), o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que seria imprudente para o país não se envolver com a China. Sua afirmação surge em resposta a uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considerou perigoso fazer negócios com Pequim.
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Starmer é o mais recente líder ocidental a visitar a China, buscando proteção econômica e geopolítica frente à imprevisibilidade de Trump, o que gerou descontentamento no líder norte-americano. Na semana passada, Trump ameaçou ações após o primeiro-ministro Mark Carney firmar acordos econômicos com a China.
Conversa com Xi Jinping e avanços nas relações comerciais
Na quinta-feira (29), Starmer teve uma conversa de três horas com o presidente Xi Jinping, onde discutiram a redução das tarifas sobre o uísque britânico e a flexibilização das regras de visto. O Reino Unido também obteve avanços no acesso ao mercado para o setor de serviços profissionais.
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Reação de Donald Trump e prioridades do governo britânico
Em Washington, Trump comentou sobre os laços mais estreitos entre o Reino Unido e a China, afirmando que “é muito perigoso para eles fazerem isso”, sem fornecer mais detalhes. Starmer enfatizou que a relação entre o Reino Unido e os EUA é muito próxima e que Washington foi informado sobre sua visita.
Desde que assumiu o poder em julho de 2024, o governo trabalhista de centro-esquerda de Starmer enfrenta desafios para cumprir promessas de crescimento econômico, tornando a melhoria das relações com a China uma prioridade. “Esta visita foi um verdadeiro sucesso, especialmente na abertura do mercado”, concluiu ele, ressaltando a importância da delegação empresarial composta por 60 líderes.
