Keiko Fujimori Avança para Presidência do Peru com 50,12%
Keiko Fujimori assume a Presidência do Peru com expressiva margem, consolidando a vitória da direita após contagem final da apuração
A candidata de direita Keiko Fujimori alcançou uma vantagem considerada matematicamente irreversível na disputa presidencial peruana, segundo apurações eleitorais. Com 99,86% das urnas já contabilizadas, Fujimori obteve 50,118% dos votos, superando Roberto Sánchez, da coalizão Juntos por él Perú, que ficou com 49,882%.
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Essa diferença supera 43 mil votos e não pode ser revertida pelos aproximadamente 40 mil votos restantes, correspondentes a 131 atas eleitorais. Apesar do resultado aparente, o processo ainda enfrenta disputas legais e aguarda a proclamação oficial.
Disputas Legais e o Status Oficial da Apuração
Apesar da vantagem numérica apontada, a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) informou que o resultado final ainda não foi proclamado. Os órgãos eleitorais aguardam a resolução de atas que foram observadas e o desfecho de recursos pendentes para concluir o cômputo oficial dos votos.
O Tribunal Nacional de Eleições (JNE) já se manifestou sobre os questionamentos apresentados pela campanha de Sánchez. Em uma decisão recente, o JNE rejeitou um dos pedidos de anulação de votos protocolados pela esquerda, alegando que a solicitação havia sido apresentada fora do prazo legal e sem o pagamento das taxas exigidas pela legislação eleitoral.
A campanha de Sánchez tentou reiteradamente anular votos emitidos no exterior, argumentando a existência de “fraude eleitoral” e “vícios insanáveis” no processo. No entanto, o órgão eleitoral manteve a validade dos votos registrados fora do país, que o candidato acusa de terem sido decisivos e de favorecerem amplamente Fujimori.
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Contexto Político e Repercussões da Eleição
Em coletiva de imprensa realizada na terça-feira (23), Roberto Sánchez declarou que não reconhecerá um eventual governo da adversária. O candidato da esquerda acusou os órgãos eleitorais de favorecerem a candidata do partido Força Popular, mantendo a denúncia de irregularidades na votação realizada por peruanos residentes no exterior.
A eleição, que expôs profundas divisões regionais e ideológicas no Peru, teve eixos de campanha distintos. Enquanto Fujimori concentrou seu discurso no combate ao crime organizado, Sánchez enfatizou o fortalecimento das instituições públicas e a necessidade de reduzir as desigualdades sociais.
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O desempenho dos candidatos também revelou um contraste geográfico: Fujimori obteve melhores resultados na costa peruana e em grandes centros urbanos, enquanto Sánchez teve um desempenho mais forte nas regiões andinas e rurais do país.
O cenário político peruano é marcado por uma prolongada instabilidade, tendo tido oito presidentes desde 2016. Caso a vitória de Keiko Fujimori seja confirmada, ela retornará ao Palácio de Governo mais de duas décadas após a queda de seu pai, o ditador que governou o Peru entre 1990 e 2000.
Embora o resultado oficial ainda não tenha sido proclamado, o jornal El Comercio informou que a cerimônia de proclamação pode ocorrer em 7 de julho. A posse do vencedor está prevista para 28 de julho, marcando o início de um novo mandato de cinco anos em um país que busca estabilidade política.