Editor de Light Novels Kazuma Miki Discorre Sobre o Futuro da Indústria Editorial Japonesa
O renomado editor de light novels e produtor de anime, Kazuma Miki, figura conhecida por seu trabalho em títulos como “The Irregular at Magic High School” e outros, ofereceu uma análise sobre o panorama atual da indústria editorial japonesa. Miki, também fundador da Straight Edge, empresa dedicada à produção de adaptações e gerenciamento de marcas derivadas de light novels e mangás, expressou preocupação com a mudança no papel do editor tradicional.
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Em suas declarações, Miki destacou que a capacidade dos editores de descobrir e desenvolver novos talentos parece ter diminuído. Ele argumentou que o modelo de premiação de novos autores, que antes funcionava devido às limitações dos veículos de mídia, perdeu força com a ascensão de uma nova realidade.
Atualmente, autores podem divulgar suas obras diretamente, atraindo uma grande quantidade de ofertas caso tenham sucesso. Mesmo com o apoio de uma editora, alguns autores optam por recusar, como Miki observou, “eles podem simplesmente responder ‘não, obrigado’”.
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Uma Nova Abordagem para Editores e Produtores
Diante desse cenário, Miki defende uma nova postura para editores e produtores. Ele enfatiza a importância de comunicar claramente suas necessidades e como podem contribuir para o projeto. “É por isso que primeiro você precisa comunicar sua própria necessidade e como você pode contribuir”, afirmou.
Ele acredita que editores e produtores só serão relevantes se definirem claramente sua abordagem para o conteúdo e os benefícios que podem oferecer. “Editores e produtores não são mais necessários a não ser que tenham definido claramente a sua abordagem para o conteúdo e quais benefícios podem oferecer.”
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Impacto das Redes Sociais e Plataformas Online
O surgimento das redes sociais e plataformas como Shosetsuka ni Narou, onde autores publicam suas obras diretamente, alterou significativamente a dinâmica do mercado. Essas plataformas permitem que artistas ganhem exposição fora das premiações tradicionais, forçando os departamentos editoriais a repensar suas estratégias de recrutamento de criadores.
Miki reconhece que essa mudança é uma constante, com a companhia e ele “constantemente no limite” buscando se adaptar às novas realidades do mercado editorial.
