Kazem Gharibabadi critica AIEA por transformar relatórios em pressão política sobre o Irã
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, critica a AIEA por transformar relatórios em pressão política. Entenda os desdobramentos!
Declarações do Vice-Ministro das Relações Exteriores do Irã
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deve evitar transformar relatórios técnicos em “instrumentos de pressão política” se deseja contribuir para uma solução diplomática.
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Ele ressaltou que a perda da capacidade de supervisão da agência em algumas instalações é resultado dos ataques sofridos, e não de uma falta de cooperação por parte do Irã.
Gharibabadi também afirmou que a AIEA está utilizando as consequências dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra instalações nucleares iranianas para criar “ambiguidade” em relação ao programa nuclear de Teerã. Essa declaração foi feita após a agência nuclear da ONU ter enviado um relatório aos Estados membros na quinta-feira (4), mesmo com os três meses de conflito entre os Estados Unidos e Israel, que visam impedir o Irã de desenvolver armas nucleares.
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Relatório da AIEA e Questões Nucleares
No primeiro relatório sobre o programa nuclear iraniano desde os ataques em fevereiro, a AIEA reiterou a necessidade de que Teerã esclareça o destino dos estoques de urânio enriquecido. O urânio está desaparecido desde uma campanha de bombardeios conjunta dos EUA e de Israel, que teve como alvo instalações nucleares importantes no ano passado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, mencionaram repetidamente a destruição do programa nuclear iraniano como um dos principais objetivos ao realizarem novos ataques no final de fevereiro. Essa questão tem sido um grande obstáculo nas negociações entre os Estados Unidos e Teerã para encerrar a guerra, com Trump exigindo que o Irã abandone seu programa nuclear.
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Relatórios e Acordos de Salvaguardas
Os esforços recentes têm se concentrado em um acordo preliminar que deixaria as questões nucleares para serem tratadas posteriormente. O relatório confidencial sobre o Irã foi um dos dois divulgados na quinta-feira (4) e analisados pela agência Reuters antes da reunião trimestral do Conselho de Governadores da AIEA, que conta com 35 nações.
Os relatórios mostraram poucas mudanças em relação aos anteriores, de fevereiro, pouco antes do início do último conflito.
O Diretor-Geral da AIEA enfatizou a necessidade urgente de implementar o Acordo de Salvaguardas do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), afirmando que sua implementação não pode ser suspensa pelo Irã em nenhuma circunstância. A AIEA não conseguiu retornar aos locais em junho passado, e Israel ainda não informou à agência sobre o destino de seus estoques de urânio pouco e altamente enriquecido.
Preocupações com a Proliferação Nuclear
O relatório destaca que a falta de acesso da AIEA para verificar o urânio enriquecido previamente declarado, durante quase um ano, é motivo de preocupação em termos de proliferação e conformidade com o Acordo de Salvaguardas do TNP. A ausência de supervisão prolongada resulta na perda de controle sobre a situação, o que a agência descreve como perda da “continuidade do conhecimento”.
Gharibabadi afirmou que a perda de continuidade do conhecimento da AIEA sobre todo o material nuclear previamente declarado em instalações afetadas no Irã deve ser tratada com a máxima urgência, referindo-se aos locais que sofreram ataques militares dos EUA e de Israel em junho.